Israel liberta 198 prisioneiros palestinos
da Folha Online
Israel libertou nesta segunda-feira 198 prisioneiros palestinos --que foram recebidos como heróis na Cisjordânia-- dizendo esperar que essa libertação ajude o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, e seus esforços de paz.
Algumas agências de notícias informam que o número de prisioneiros libertados é de 198, outras dizem que é 199. Os jornais israelenses também discordam nos números: o "Haaretz" informa que os libertados são 199 e o "Jerusalem Post" diz que são 198.
| Jim Hollander/Efe |
![]() |
| Prisioneiros palestinos libertados acenam para familiares e amigos na Cisjordânia |
Mas, de acordo com o "Jerusalem Post", a decisão divulgada pelo gabinete de governo dizia que 199 prisioneiros seriam libertados em um gesto de boa vontade com Abbas. No entanto, ainda segundo o jornal, um deles foi removido da lista quando descoberto que ainda estava sob investigação criminal.
O prisioneiro palestino que estava há mais tempo sob custódia israelense, Said al Atabeh, 57, da Frente Democrática pela Libertação da Palestina, está entre os libertados. "Essa é uma grande alegria para nossas mães e para nosso povo, mas isso ainda é um pequeno passo porque deixamos para trás milhares de prisioneiros", disse Atabeh.
Atabeh foi preso em 1977 e sentenciado à prisão perpétua após ser condenado por envolvimento em atentados que mataram uma mulher israelense e feriram dezenas de pessoas.
A libertação começou horas antes da planejada chegada da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, que tentará obter progressos em um acordo de paz que Washington espera conseguir até o final deste ano.
Esta é a sétima viagem de Rice para a região desde a conferência de Annapolis (EUA) em novembro de 2007, na qual israelenses e palestinos retomaram as negociações.
"Não é fácil libertar prisioneiros, especialmente prisioneiros que estavam envolvidos diretamente em atos terroristas contra civis inocentes", disse Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.
| Folha Online/Folha Online |
![]() |
Reagrupados no centro de detenção israelense de Ofer, os presos palestinos começaram a subir em ônibus que o levariam ao posto de Beitunia, na entrada de Ramallah, Cisjordânia. A maioria dos presos libertados beijou o chão ao sair da prisão.
Usando camisetas com as imagens de Abbas e do ex-líder palestino Iasser Arafat (1929-2004), alguns dos prisioneiros libertados faziam o sinal de vitória com as mãos, inclinando-se pelas janelas dos ônibus.
Ao receber os presos palestinos libertados no seu quartel-general em Ramallah, o presidente da ANP afirmou que não haverá paz com Israel até que todos os palestinos sejam libertados.
"A libertação deste grupo nos enche de alegria, mas não ficaremos tranqüilos até que sejam libertados todos os presos, os 11 mil que continuam esperando', afirmou Abbas.
Cerca de 11 mil palestinos estão em prisões israelenses e conseguir a libertação deles é uma questão bastante emotiva na sociedade palestina, que os vêem como símbolos da resistência à ocupação.
Com Reuters e France Presse
Leia mais
- Libertação de palestinos envolvidos em crimes gera polêmica em Israel
- Israel vai libertar 199 prisioneiros palestinos amanhã
- Ativistas tentam romper bloqueio à Gaza de barco
- Israel concorda em libertar 2 prisioneiros envolvidos em ataques
- Governo israelense aprova libertação de 200 prisioneiros palestinos
- Hamas liberta 150 presos do Fatah em Gaza
Especial
- Leia a cobertura completa sobre o Oriente Médio
- Leia a cobertura completa sobre os 60 anos de Israel
Livraria da Folha



