"Não haverá paz sem que todos os presos sejam soltos", diz Mahmoud Abbas
da Folha Online
O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, disse nesta segunda-feira em evento na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, que "não haverá paz sem a soltura de todos os detentos" que continuam em poder de Israel, de acordo com reportagem do jornal israelense "Haaretz". Nesta segunda, Israel libertou 198 prisioneiros palestinos.
Inicialmente, Israel previa libertar 199 prisioneiros, mas acabou desistindo de soltar um que cumpria pena por um crime, além de violação da segurança, informaram o "Jerusalem Post" e a agência de notícias Associated Press.
| Jim Hollander/Efe |
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| Prisioneiros palestinos libertados acenam para familiares e amigos na Cisjordânia |
Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que "não foi fácil" para Israel soltar esses prisioneiros e que alguns "estavam envolvidos diretamente em atos terroristas contra civis inocentes". "Nós acreditamos que esse ato apóia as negociações e cria boa vontade", disse. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, também classificou o gesto como "sinal de boa vontade".
"Não há dúvida de que nós procuramos paz e de que estamos tentando obter nossas metas, mas não vai haver paz sem a soltura de todos os presos", afirmou Abbas. Entre os detentos, ele destacou o militante palestino Ahmed Saadat, que foi preso por suspeita de envolvimento no assassinato do ministro Rehavam Zeevi, em 2001. "Ele é nosso irmão e nós devemos lutar para a liberdade de todos os prisioneiros."
| Folha Online/Folha Online |
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Reagrupados no centro de detenção israelense de Ofer, os presos palestinos começaram a subir em ônibus que o levariam ao posto de Beitunia, na entrada de Ramallah, Cisjordânia. A maioria dos libertados beijou o chão ao sair da prisão. Usando camisetas com as imagens de Abbas e do ex-líder palestino Iasser Arafat (1929-2004), alguns dos prisioneiros libertados faziam o sinal de vitória com as mãos, inclinando-se pelas janelas dos ônibus.
Cerca de 11 mil palestinos estão em prisões israelenses e conseguir a libertação deles é uma questão bastante emotiva na sociedade palestina, que os vêem como símbolos da resistência à ocupação.
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