Mundo
25/08/2008 - 19h44

Convenção não deve alterar intenções de voto, diz analista dos EUA

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CAROLINA MONTENEGRO
colaboração para a Folha Online

A Convenção do Partido Democrata que começa nesta segunda-feira não deve alterar de forma significativa a corrida eleitoral à Casa Branca. Para o especialista em política americana do Council on Foreign Relations, Walter Russell Mead, a reunião se tornou um espetáculo "mais para a mídia do que para os eleitores".

"As convenções não são mais o que eram 40 anos atrás, quando não se conheciam os candidatos e os nomes seriam revelados durante o encontro", afirmou Mead, em entrevista por telefone à Folha Online.

"Hoje, elas são mais um espetáculo para a mídia do que qualquer outra coisa. Não acredito que as convenções possam ter algum efeito significativo nas pesquisas de intenção de voto", acrescentou.

"Se [o democrata Barack] Obama tem perdido eleitorado frente a [o republicano John] McCain, o mais provável é que os dois sigam quase empatados. As convenções hoje não têm força para alterar tanto a cena política", explicou Mead.

As convenções são os maiores eventos do calendário eleitoral americano. Na prática, funcionam como um grande holofote para os candidatos à Presidência ganharem espaço no horário nobre da televisão americana e, em consequência, mais votos dos eleitores.

Democratas

Para o candidato democrata, a expectativa é maior. Desde julho, Obama registrava vantagem sobre McCain na maior parte das pesquisas de intenção de voto, mas a diferença entre os adversários vem caindo em agosto.

Pesquisa da rede de televisão CNN, divulgada nesta segunda-feira, mostra Obama empatado a McCain, com 47% das preferências dos eleitores. No mês anterior, o democrata liderava com 51% das intenções, contra 44% do republicano.

Obama fez mistério sobre o nome de seu vice e chamou a atenção da mídia e do eleitorado por quase dois meses. Mas a estratégia não surtiu efeito nas intenções de voto, como indicou a sondagem da CNN, realizada depois do anúncio de Joe Biden como candidato a vice-presidente democrata.

Tendência

Segundo o instituto de pesquisas Gallup, a tendência é que as convenções gerem um avanço médio de cinco pontos percentuais nas pesquisas de opinião dos candidatos à Casa Branca. Desde 1964, os presidenciáveis ganham mais apoio nas pesquisas após o evento que oficializou suas candidaturas.

Apenas George McGovern, em 1972, e John Kerry, em 2004, não registraram aumento nas intenções de voto após os eventos nacionais, diz o Gallup.

O democrata Bill Clinton, candidato à Presidência em 1992, teve a maior alta da história e ganhou 16 pontos percentuais nas pesquisas, após seu discurso na Convenção Democrata.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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