Convenção não deve alterar intenções de voto, diz analista dos EUA
CAROLINA MONTENEGRO
colaboração para a Folha Online
A Convenção do Partido Democrata que começa nesta segunda-feira não deve alterar de forma significativa a corrida eleitoral à Casa Branca. Para o especialista em política americana do Council on Foreign Relations, Walter Russell Mead, a reunião se tornou um espetáculo "mais para a mídia do que para os eleitores".
"As convenções não são mais o que eram 40 anos atrás, quando não se conheciam os candidatos e os nomes seriam revelados durante o encontro", afirmou Mead, em entrevista por telefone à Folha Online.
"Hoje, elas são mais um espetáculo para a mídia do que qualquer outra coisa. Não acredito que as convenções possam ter algum efeito significativo nas pesquisas de intenção de voto", acrescentou.
"Se [o democrata Barack] Obama tem perdido eleitorado frente a [o republicano John] McCain, o mais provável é que os dois sigam quase empatados. As convenções hoje não têm força para alterar tanto a cena política", explicou Mead.
As convenções são os maiores eventos do calendário eleitoral americano. Na prática, funcionam como um grande holofote para os candidatos à Presidência ganharem espaço no horário nobre da televisão americana e, em consequência, mais votos dos eleitores.
Democratas
Para o candidato democrata, a expectativa é maior. Desde julho, Obama registrava vantagem sobre McCain na maior parte das pesquisas de intenção de voto, mas a diferença entre os adversários vem caindo em agosto.
Pesquisa da rede de televisão CNN, divulgada nesta segunda-feira, mostra Obama empatado a McCain, com 47% das preferências dos eleitores. No mês anterior, o democrata liderava com 51% das intenções, contra 44% do republicano.
Obama fez mistério sobre o nome de seu vice e chamou a atenção da mídia e do eleitorado por quase dois meses. Mas a estratégia não surtiu efeito nas intenções de voto, como indicou a sondagem da CNN, realizada depois do anúncio de Joe Biden como candidato a vice-presidente democrata.
Tendência
Segundo o instituto de pesquisas Gallup, a tendência é que as convenções gerem um avanço médio de cinco pontos percentuais nas pesquisas de opinião dos candidatos à Casa Branca. Desde 1964, os presidenciáveis ganham mais apoio nas pesquisas após o evento que oficializou suas candidaturas.
Apenas George McGovern, em 1972, e John Kerry, em 2004, não registraram aumento nas intenções de voto após os eventos nacionais, diz o Gallup.
O democrata Bill Clinton, candidato à Presidência em 1992, teve a maior alta da história e ganhou 16 pontos percentuais nas pesquisas, após seu discurso na Convenção Democrata.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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