Mundo
25/08/2008 - 20h44

Presidente democrata pede união ao abrir convenção nacional

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colaboração para a Folha Online

A convenção nacional democrata começou nesta segunda-feira em Denver, Colorado, com o presidente do Partido Democrata, Howard Dean, pedindo união em torno do candidato Barack Obama.

"Durante esta convenção, vamos mostrar a todos os americanos que precisamos de Barack Obama e de Joe Biden na Casa Branca", declarou Dean durante o discurso de abertura.

O líder estava usando um broche com a inscrição STJ e uma foto da representante Stephanie Tubbs Jones, a primeira mulher negra a representar Ohio no Congresso que morreu na semana passada de um aneurisma.

Às 15hrs (18hrs em Brasília), Dean bateu o martelo para abrir a 45ª convenção democrata, a primeira que deve oficializar a candidatura de um negro à presidência dos Estados Unidos.

"Diante desta tribuna, vejo na diversidade desta assembléia de democratas o reflexo da força e da unidade de nosso partido e o sucesso das estratégias de nossos 50 Estados", continuou.

"Eu também posso ver que nós somos o partido mais vibrante, inclusivo e energizado e que estamos prontos para competir nos 50 Estados. A América já percebeu que não podemos mais ter quatro anos do mesmo estilo de governo. É o Partido Democrata que pode efetivamente trazer a mudança que o país precisa", completou, em um discurso afinado com os principais pontos da campanha de Obama.

União

O discurso de Dean veio horas depois do pedido da ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton para que seus eleitores hispânicos votem em Obama.

Pesquisa realizada pelo Opinion Research Coporation divulgada nesta segunda-feira mostrou que 66% dos eleitores de Hillary apóiam Obama, percentual que está abaixo dos 75% dos democratas que votaram na senadora por Nova York durante as primárias e que, quando ela saiu oficialmente sua campanha, disseram que votariam no candidato democrata.

Outro sinal preocupante para os líderes partidários é o aumento de onze pontos percentuais no número de eleitores de Hillary que dizem preferir votar no rival republicano. No final de junho, apenas 16% dos simpatizantes de Hillary disseram que preferiam votar em McCain em 4 de novembro. Agora, de acordo com a pesquisa, 27% dos apoiadores da ex-primeira-dama dizem preferir o republicano.

Em sua chegada a Denver, Hillary reiterou a mensagem de união. "Estamos reunidos em Denver [...] para prometer nosso apoio e para nos unirmos atrás do próximo presidente dos Estados Unidos Barack Obama", disse a senadora, que falará nesta terça-feira, na campanha democrata.

Público

Cerca de 50.000 pessoas foram para Denver, entre elas 4.200 delegados e 15.000 jornalistas, para participar do evento.

Os custos da convenção foram estimados em US$ 40,6 milhões. Um total de 25 mil pessoas se ofereceram como voluntários do evento e cerca de 15 mil jornalistas devem participar da cobertura.

Barack Obama garantiu a nomeação no começo de junho, após obter a maioria dos 4.200 delegados. Mesmo assim, em um gesto simbólico de união, ele pediu para que o nome da ex-rival fosse apresentado para a votação dos delegados e superdelegados.

Com France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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