Mundo
26/08/2008 - 00h45

Só nos EUA alguém como Obama chegaria à Presidência, diz Michelle

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colaboração para a Folha Online

No discurso mais esperado da primeira noite da Convenção Democrata, Michelle, mulher de Barack Obama, aproximou seu marido dos eleitores americanos. Apresentou o candidato como um homem comum, que cresceu em uma família de classe média e graças a muito esforço e trabalho duro conseguiu vencer na vida. A personificação do "sonho americano".

"Estou aqui como esposa que ama seu marido e acredita que ele será um presidente extraordinário. Estou aqui como mãe cujas filhas são o coração do meu coração e o centro do meu mundo", disse sobre as pequenas Malia, 10, e Sasha, 7.

Jim Young-22ago.08 /Reuters
U.S. Democratic presidential candidate Senator Barack Obama (D-IL) (R), his wife Michelle (2nd L) and their daughters Maila (L) and Sasha leave a restaurant in Chicago August 22, 2008. REUTERS/Jim Young (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Presidenciável democrata Barack Obama deixa restaurante com sua mulher, Michelle

"Barack e eu fomos criados com muitos valores em comum: como trabalhar duro pelo que se quer para a vida; fazer de sua palavra um compromisso e cumprir o que se diz; e tratar as pessoas com dignidade e respeito, mesmo que não as conheça e, inclusive, se não concordar com elas".

Enquanto Obama tenta reforçar seus laços com os trabalhadores americanos e desmentir críticas dos republicanos sobre seu suposto elitismo, Michelle lembrou que seu pai era um operário de Chicago.

"Estou aqui como uma filha criada na zona sul de Chicago por um pai que era um operário e uma mãe que ficava em casa com meu irmão e eu".

Michelle também lembrou de quando conheceu Obama, de "seu nome engraçado" e do que os mantém unidos há 19 anos: "o sonho americano está vivo". Ela contou como lhe impressionara uma conversa em que Obama discutira a diferença sobre o mundo que existia e o mundo que deveria existir.

Michelle, então, pediu a eleição de Obama a presidente para encerrar a Guerra no Iraque, cuidar da economia, da saúde e da educação. "Vamos construir o mundo que deveria existir! (...) Só na América um garoto que nasceu no Havaí e a menina criada em um subúrbio de Chicago podem chegar à Casa Branca. É por isso que amo este país."

Biografia

O irmão de Michelle, Craig Robinson, foi quem anunciou seu discurso. Antes um vídeo mostrou um pouco da história de Michelle, com trajetória digna de um conto de fadas americano. "Eu sou representante de uma estatística singular. Uma moça negra, educada em South Side [um bairro pobre de Chicago]... Nem sei como estou aqui", afirmara Michelle, durante eventos de campanha.

Seu pai, Frazer Robinson, empregado da prefeitura, trabalhou toda sua vida, apesar de uma esclerose múltipla. Marian, sua mãe, educou as crianças. Nem um dos dois cursou faculdade. Michelle conseguiu entrar para a prestigiosa Universidade de Princeton, em 1981.

Depois de Princeton, ela ingressou na faculdade de direito de Harvard e se tornou advogada num gabinete de negócios em Chicago. Foi lá que ela conheceu Obama. Após o casamento, em 1992, ela deixou o setor privado para trabalhar na prefeitura de Chicago, depois no hospital universitário do qual ela é hoje vice-presidente encarregada das relações exteriores.

Aprovação

No começo da campanha pela nomeação democrata, Michelle era espontânea e chegou a dizer que o marido deixava meias sujas pela casa e não guardava a manteiga na geladeira. Os comentários atraíram críticas de analistas e da própria equipe democrata por revelar demais a intimidade de Obama.

Foi centro de uma polêmica quando disse, em fevereiro, que "pela primeira vez" em sua vida adulta estava "realmente orgulhosa" de seu país.

Mais contida e com menos aparições na televisão, Michelle é vista como "muito liberal" por quatro em cada dez eleitores. Segundo pesquisa Rasmussen o número despenca para 12% entre os eleitores que pretendem votar em Obama e dispara para 69% entre os eleitores que pretendem votar no republicano John McCain.

Também há variações em relação a gênero. Entre os homens, 46% acham que Michelle é 'muito liberal'. Entre as mulheres, essa é a opinião de apenas 33%.

O levantamento apontou ainda que, se Obama for eleito, 26% dos americanos apostam que Michelle terá "muito envolvimento" nas tomadas de decisão do marido. Outros 31% apostam que ela terá "envolvimento mediano"; e 29% que o envolvimento será "pequeno, se houver".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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