Mundo
26/08/2008 - 03h39

Democratas fecham primeiro dia de convenção mais perto da unidade

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PACO G. PAZ
da Efe, em Denver (EUA)

Os democratas fecharam nesta segunda-feira (25) a primeira jornada da Convenção Nacional de Denver com um maior conhecimento da vida de seu candidato Barack Obama, e um pouco mais unidos, graças ao apoio público dado a ele pela senadora Hillary Clinton.

O primeiro dia da convenção teve um protagonistas por obrigação, Barack Obama, um involuntário, Hillary Clinton, e o terceiro surpresa: o senador Ted Kennedy. Ainda se recuperando de uma operação de um tumor cerebral, foi capaz de colocar de pé os 20 mil presentes com um discurso vibrante e emotivo.

A jornada foi planejada para conhecer as vivências que forjaram a personalidade do candidato, e a principal oradora foi sua mulher, Michelle Obama, que assegurou que seu marido será um "presidente extraordinário".

"Barack e eu crescemos com muitos dos mesmos valores: que uma pessoa trabalha duro pelo que quer na vida, que a palavra dessa pessoa é lei e que fará o que disser que faz", disse.

Ela lembrou o encontro do casal e o momento no qual Obama ganhou seu coração, quando em um ato comunitário em bairros afetados pelo fechamento de siderúrgicas seu então pretendente falou do mundo "não como é, mas como deveria de ser".

Família

As duas filhas do casal, Malia e Sasha, de 10 e 7 anos, subiram ao palco no final do discurso e ambas trocaram algumas palavras com seu pai, que esteve presente via videoconferência.

Antes, tomou a palavra Maya Soetoro-Ng, a meio-irmã de Barack Obama, que deu testemunho das lições de humanidade e de serviço aos demais que sua mãe lhes ensinou quando eram crianças, e que ficaram marcadas na personalidade do candidato.

Lembrou que sua mãe, S. Ann Dunham Obama Soetoro, contava histórias para os dois das quais extraía lições de humanidade, de serviço aos demais.

"E nestes tempos difíceis precisamos de novo recuperar o valor dessas histórias, de defender o que achamos. Isto é o que representa Barack Obama", disse.

Craig Robinson, cunhado de Obama, lembrou dos anos do candidato como senador estadual em Illinois, quando, segundo disse, demonstrou sua capacidade para superar as barreiras partidárias ao trabalhar com seus oponentes políticos para alcançar acordos importantes em temas como a saúde pública.

Democratas

Outro dos grandes protagonistas da noite foi o senador democrata Edward Kennedy, cuja presença no palanque colocou o público de pé, no que representou o momento mais emotivo da jornada.

Com voz firme e bom aspecto, apesar de os médicos considerarem sua doença incurável, Kennedy afirmou: "Vim me unir a vocês para mudar os Estados Unidos, recuperar seu futuro, nos elevar rumo a nossos melhores ideais e escolher Barack Obama como presidente".

Mas a atenção do partido durante a jornada da segunda-feira se centrou na senadora por Nova York, Hillary Clinton, perante as dúvidas que alguns delegados têm sobre se ela vai dar um apoio fechado ao candidato, quando tomar a palavra na Convenção.

Em declarações à imprensa, a senadora quis espantar as dúvidas e deixou claro que fará todo o possível para mostrar seu pleno apoio a Barack Obama, apesar de reconhecer que alguns de seus partidários se mostram reticentes a votar nele.

"Estou fazendo tudo o que posso fazer, e acho que o demonstrei", disse.

Pedido de votos

Ela planeja se reunir com seus delegados na quarta-feira para notificá-los que os libera de seu compromisso de votar nela, e pedir a eles que o façam em favor de Obama.

"Muitos deles votarão em Obama, mas outros se sentem na obrigação de cumprir com o compromisso feito com os eleitores", afirmou Hillary, ao deixar a porta aberta ao voto contra Obama.

Alguns de seus simpatizantes decidiram não esconder sua ira e aderir ao outro lado, ao formalizar um grupo que se autodenomina "Democratas por McCain", que diz que vai votar no candidato republicano em novembro.

Segundo o líder do "Democratas por McCain", Silverio Salazar, o senador republicano "é um candidato que está pronto para ser presidente desde o primeiro dia".

Uma pesquisa publicada na segunda-feira pelo jornal "USA Today", menos da metade dos simpatizantes de Hillary, apenas 47%, tem certeza que votará em Obama em novembro.

Quase 30%, diz a pesquisa, disse que escolheria John McCain, ou inclusive se absteria do direito de votar.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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