Mundo
26/08/2008 - 08h50

Convenção Democrata começa com destaque a Michelle Obama e Kennedy

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da Folha Online

O discurso emotivo e intimista de Michelle Obama e a aparição do senador Edward Kennedy, que realizou uma cirurgia para retirada de um tumor no cérebro em junho passado, foram os principais destaques da imprensa americana ontem, no primeiro dia da Convenção Nacional Democrata, realizada em Denver. O evento termina na quinta-feira (28).

Brian Snyder/Reuters
Edward Kennedy, que retirou um tumor do cérebro em junho passado, fez aparição surpresa na Convenção Democrata
Edward Kennedy, que retirou um tumor do cérebro em junho passado, fez aparição surpresa na Convenção Democrata

Edward, que anda afastado devido ao tratamento de saúde, subiu ao palco, sob forte comoção, para pedir unidade no partido. No "Washington Post", o discurso foi classificado de "eletrizante". Na rede de TV CNN, o analista Bill Schneider disse que a recepção emocionada da platéia foi similar à recebida pelo irmão de Edward, Robert, quando ele discursou em 1964, na convenção, após o assassinato de John. "Eles sabem que esse pode ser o último grande discurso dele. Eles esperam que não, mas temem que seja", disse.

"Dizem que Obama acredita demais em uma América de altos princípios. Mas quando John Kennedy quis chegar à lua, ele não pensou que era longe demais. As pessoas responderam ao desafio e hoje uma bandeira americana continua na lua", disse Edward. "Barack Obama fechará o velho livro da raça, do grupo contra grupo, do gay contra gay. Será um chefe que entende que jovens americanos em uniformes não devem ser submetidos a um erro", disse, em crítica direta à Guerra do Iraque encabeçada pelo republicano George W. Bush.

Shawn Thew/Efe
Michelle Obama discursa para tentar humanizar o marido
Michelle Obama discursa para tentar humanizar o marido

Sobre o discurso de Michelle Obama, o "New York Times" destacou o esforço de apresentar o clã como "uma família americana amorosa". "Estou aqui como esposa que ama seu marido e acredita que ele será um presidente extraordinário. Estou aqui como mãe cujas filhas são o coração do meu coração e o centro do meu mundo", disse Michelle sobre as pequenas Malia, 10, e Sasha, 7.

Enquanto Obama tenta reforçar seus laços com os trabalhadores americanos e desmentir críticas dos republicanos sobre seu suposto elitismo, Michelle lembrou que seu pai era um operário de Chicago. Ela também aproveitou a aparição para afastar as críticas recebidas quando afirmou, em fevereiro passado, que, com a candidatura do marido, estava "pela primeira vez" em sua vida adulta "realmente orgulhos" do seu país.

"Só na América um garoto que nasceu no Havaí e a menina criada em um subúrbio de Chicago podem chegar à Casa Branca. É por isso que amo este país."

Segundo dia

Para esta terça-feira, segundo dia de convenção, a expectativa é que o discurso de Hillary Clinton seja o principal destaque.

Nesta terça, os EUA também comemoram 88 anos do voto feminino, e os democratas devem usar os direitos das mulheres para atacar o republicano John McCain. "Ele passou mais de 25 anos em Washington votando contra a liberdade das mulheres", disse Nancy Keenan, líder do grupo feminista pró-aborto legal Naral, que já declarou apoio a Obama, ao "NY Times".

 

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