Após despressurização, avião faz pouso não-programado na França
da Folha Online
Um Boeing-737 da companhia irlandesa Ryanair fez um pouso não-programado na noite de ontem em Limoges (sudoeste da França), após sofrer uma despressurização da cabine. Segundo a polícia francesa, a aeronave sofreu uma queda de 8.000 metros em cinco minutos. As causas das despressurização ainda são desconhecidas.
A aeronave levava 168 passageiros e seguia da cidade britânica de Bristol para o aeroporto de Girona (nordeste da Espanha). Autoridades francesas disseram que 26 pessoas foram hospitalizadas com dores no peito, nariz e ouvido. Já um comunicado da companhia aérea informa que 16 pessoas com dores de ouvido após a aterrissagem foram encaminhadas ao hospital.
Devido à despressurização, como medida de precaução, o vôo foi desviado para Limoges, onde um técnico da Ryanair se deslocou para investigar o que ocorreu na aeronave.
"Como medida de precaução, o comandante desviou o avião ao aeroporto de Limoges por volta das 23h30 hora local francesa (18h30 de Brasília). Os 168 passageiros desembarcaram bem após a aterrissagem", afirmou o comunicado da empresa.
Segundo um porta-voz da Ryanair, cujo nome não foi divulgado, vários dos passageiros do avião chegarão nesta terça-feira a Barcelona de ônibus, enquanto outros já chegaram em outra aeronave.
Ainda segundo a mesma fonte, os 16 passageiros hospitalizados por dores de ouvido, junto com cinco parentes e outras 18 pessoas que optaram por não voar serão levados ainda na tarde desta terça, de ônibus, para Barcelona.
A fonte acrescentou ainda, segundo a agência de notícias Efe, que os engenheiros revisaram a aeronave --vôo FR 9336-- e confirmaram que as máscaras de oxigênio funcionaram bem no momento da despressurização.
A Ryanair entrará em contato hoje com todos os passageiros para pedir desculpas pelo ocorrido. A companhia aérea especificou que informou sobre o incidente às autoridades competentes e que começará uma investigação completa sobre os problemas sofridos pelo avião.
Entre os passageiros, estava o explorador do Ártico Pen Hadow e a mulher dele, Mary, junto com os dois filhos. Hadow disse à imprensa britânica que muitos passageiros estavam em estado de comoção e alguns choraram de alívio quando o avião aterrissou.
O explorador reclamou que não houve nenhum anúncio sobre o problema e que algumas máscaras de oxigênio não funcionavam. "A minha não enchia de oxigênio e a do meu filho também não (...), olhei para a mulher que estava à minha esquerda e a dela também não enchia", disse Hadow.
Com agências internacionais
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