Otan rejeita reconhecimento da Rússia sobre soberania de regiões separatistas
da Folha Online
O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jaap de Hoop Scheffer, rejeitou nesta terça-feira o reconhecimento da independência das regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia pela Rússia --anunciado hoje pelo presidente Dmitri Medvedev-- e questionou o compromisso russo com a paz e segurança no Cáucaso.
| Arte/Folha Online |
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Em comunicado, De Hoop Scheffer expressou sua rejeição à decisão de Moscou e disse que a atitude representa uma "violação direta a várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a integridade territorial da Geórgia. "Resoluções que a própria Rússia apoiou", lembrou o secretário-geral no texto.
De Hoop Scheffer insistiu em que a Otan "apóia firmemente a soberania e a integridade territorial da Geórgia" e fez um alerta ao governo de Medvedev para que respeite esses princípios. "As ações da Rússia em semanas recentes colocam em dúvida o compromisso da Rússia com a paz e a segurança no Cáucaso", disse o secretário-geral.
Os ministros de Relações Exteriores da Otan decidiram, na semana passada, rever as relações da organização com Moscou após a intervenção militar da Rússia na Geórgia, qualificada como "desproporcional e contra seu papel de manutenção da paz" na área.
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| Dmitry Lovetsky/AP |
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| Separatistas da Ossétia do Sul comemoram com kalashnikovs e bandeiras o anúncio da Rússia, que reconheceu sua soberania |
Em resposta, o Kremlin decidiu suspender seus programas de cooperação militar com a Otan, à qual acusou de "continuar ancorada na Guerra Fria".
Sobre a situação concreta da Abkházia e da Ossétia do Sul, os países da Otan defenderam na semana passada abrir uma discussão internacional para garantir a "segurança e estabilidade" nas duas regiões, e reiteraram a necessidade de manter "respeito absoluto à independência, soberania e integridade territorial" da Geórgia.
A Otan se comprometeu também a contribuir para restaurar os serviços essenciais na Geórgia danificados pelos bombardeios russos.
Reconhecimento
Desafiando a pressão realizada pelo Ocidente, Medvedev anunciou hoje que Moscou decidiu reconhecer a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia. Em discurso transmitido pela televisão, o chefe do Kremlin informou que assinou os decretos sobre o reconhecimento da independência das duas regiões georgianas e pediu que outros Estados façam o mesmo.
"Eu assinei os decretos sobre o reconhecimento pela Federação Russa da independência da Ossétia do Sul e da Abkházia", disse Medvedev.
| Vladimir Popov/Reuters |
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| Manifestantes comemoram anúncio do reconhecimento da soberania das regiões separatistas pela Rússia com bandeiras |
A decisão desta terça-feira faz a Rússia ir contra os apelos do Ocidente, que alertou fortemente Moscou a não reconhecer as duas regiões separatistas e a apoiar a integridade territorial da Geórgia.
Ontem, pouco depois de o Parlamento russo ter votado por unanimidade a favor do reconhecimento das regiões, o presidente dos EUA, George W. Bush, pediu à Rússia para que não reconhecesse a independência das regiões. "Peço aos líderes russos que cumpram seus compromissos e não reconheçam estas regiões separatistas", afirmou Bush.
A região vive sob forte tensão desde o início do mês, quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90.
Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. Rússia e Geórgia assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.
A Abkházia também declarou a independência unilateral no início dos anos 90 e já demonstrou vontade de se juntar ao território russo. Os auto-proclamados presidentes das duas regiões se reuniram com Medvedev em meio aos conflitos.
Com Efe e France Presse





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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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