Mundo
26/08/2008 - 13h52

Hillary discursa nesta terça para convencer seus eleitores a votarem em Obama

Publicidade

da France Presse, em Denver
colaboração para a Folha Online

A senadora democrata Hillary Clinton discursa nesta terça-feira no segundo dia da Convenção Nacional do partido com a missão de convencer seus mais fiéis eleitores a apoiarem o candidato Barack Obama.

Considerada por muito tempo a favorita para a Presidência, Hillary perdeu a nomeação após uma acirrada disputa com Obama. Agora, ela tem que deixar os ataques de lado por um objetivo maior: a união partidária.

"Não há nenhuma dúvida de que esta convenção é a convenção de Barack Obama", disse, nesta segunda-feira ao chegar em Denver, onde acontece a convenção até esta quinta-feira (28).

No dia em que os EUA comemoram 88 anos do direito ao voto feminino, Hillary deve falar também da importância do papel da mulher na política americana e criticar as políticas do republicano John McCain para o tema.

"Ele passou mais de 25 anos em Washington votando contra a liberdade das mulheres", disse Nancy Keenan, líder do grupo feminista pró-aborto legal Naral, que já declarou apoio a Obama.

O discurso de Hillary nesta convenção deve marcar, acima de tudo, os esforços democratas nestes últimos três meses para mostrar que as brigas ficaram para trás.

O comitê que organizou a nova plataforma partidária --que deverá ser aprovada na convenção-- inclui no texto não apenas o plano de saúde universal que Hillary propôs em sua campanha, mas várias homenagens a conquista histórica dela.

Em uma extensa seção dedicada aos direitos das mulheres, o texto afirma que Hillary "criou 18 milhões de rachaduras no mais alto teto de vidro" --uma referência aos 18 milhões de voto da senadora nas primárias.

Desunião

Como um gesto simbólico aos eleitores de Hillary, Obama pediu que o nome da ex-primeira-dama fosse apresentado ao voto dos delegados na convenção --mesmo que sem chances reais de que ela ganhe a nomeação.

Como outro gesto simbólico, a própria Hillary liberou seus delegados para votarem em Obama na convenção.

Mas todos estes gestos parecem não ter o efeito esperado nas pesquisas de opinião. Segundo sondagem da Opinion Research Center, 66% dos eleitores de Hillary agora apóiam Obama, percentual que está abaixo dos 75% dos democratas que votaram na senadora por Nova York durante as primárias e que, quando ela saiu oficialmente sua campanha, disseram que votariam no candidato democrata.

Outro sinal preocupante é o aumento de onze pontos percentuais no número de eleitores de Hillary que dizem preferir votar no rival republicano. No final de junho, apenas 16% dos simpatizantes de Hillary disseram que preferiam votar em McCain em 4 de novembro. Agora, de acordo com a pesquisa, 27% dos apoiadores da ex-primeira-dama dizem preferir o republicano.

Este aumento do apoio de McCain pode explicar seu crescimento nas pesquisas que o levou a um empate com Obama.

Os mais fiéis seguidores de Hillary pretendem fazer uma manifestação nesta terça-feira nos arredores do Pepsi Center, onde acontece a convenção. Eles querem celebrar os 18 milhões de votos que ela recebeu nas primárias democratas e não escondem a decepção por Hillary ter sido preterida na escolha de Obama para vice-presidente.

Agenda

Os cerca de 15 mil partidários, eleitores e jornalistas presentes ouvirão também um discurso do ex-governador da Virgínia e candidato ao Senado Mark Warner sobre assuntos econômicos, principal tema das eleições deste ano.

Neste dia, discursarão também os governadores do Kansas, Arizona, Ohio, Pensilvânia, Massachusetts e Montana.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca