Mundo
26/08/2008 - 18h11

McCain critica Obama por não confiar na liderança dos EUA

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da Reuters, em Phoenix

O candidato republicano John McCain aproveitou evento com veteranos de guerra para criticar o rival democrata, Barack Obama, por não confiar na liderança americana no cenário mundial.

Em plena Convenção Nacional Democrata, evento que deve oficializar a candidatura de Obama, McCain disse que o democrata não conseguiu demonstrar sua confiança na liderança dos Estados Unidos como "a maior força pelo bem na Terra" quando fez seu já renomado discurso em Berlim, diante de uma platéia eufórica de 200 mil pessoas.

"Ele foi a figura da confiança. Mas em alguns modos a confiança em si mesmo e a confiança em um país não são a mesma coisa", disse McCain ao grupo de veteranos de guerra.

O ataque é mais um questionamento do patriotismo de Obama, uma sentimento muito prezado pelos eleitores americanos. A equipe republicana já questionou o motivo de Obama ser o único candidato a não usar um broche da bandeira americana e um boato indica que ele se recusa a fazer o juramento à bandeira.

A campanha de McCain insiste que não ataca o patriotismo do democrata, apenas seu julgamento.

As críticas desta terça-feira complementam a imagem que a campanha republicana quer desenhar de que o senador por Illinois se preocupa mais com posições políticas do que assuntos importantes como ganhar a Guerra do Iraque.

Iraque

McCain, que foi prisioneiro na Guerra do Vietnã por cinco anos e meio, também acusou Obama de tentar relacionar à invasão americana ao iraque, em 2003, com a invasão russa ao território georgiano. O republicano tem uma postura rígida contra a Rússia, país que diz estar se afastando cada vez mais dos conceitos de democracia.

Na semana passada, Obama condenou as ações russas na Geórgia dizendo que o país asiático não poderia "invadir outros países". "Claro que ajuda se você liderar como um exemplo", disse, em uma referência aos Estados Unidos.

Logo os comentários democratas foram rotulados como mais uma crítica ao conflito no Iraque, relação que Obama negou.

McCain usou os comentários para levantar mais dúvidas sobre o rival democrata, sugerindo que ele não tem clareza e visão para liderar a América e o mundo.

"Se ele realmente pensa que liberando Iraque de um tirano perigoso, a América de alguma forma criou um mau exemplo que convidou a Rússia a invadir uma pequena, pacífica e democrática nação, então ele deve dizer isso claramente, pois será um debate do qual eu vou gostar de participar", disse McCain.

A falta de experiência de Obama em questões internacionais é um dos principais pontos da campanha negativa dos republicanos. Justamente para rebater as críticas, o democrata escolheu Joe Biden, experiente senador, para compor a chapa democrata.

"Confusão sobre estas questões apenas atrai mais problemas, violência e agressão", disse McCain --senador especialista em temas externos e de defesa.

Por enquanto, as pesquisas indicam que ele e Obama disputam acirradamente a sucessão de George W. Bush.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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