McCain critica Obama por não confiar na liderança dos EUA
da Reuters, em Phoenix
O candidato republicano John McCain aproveitou evento com veteranos de guerra para criticar o rival democrata, Barack Obama, por não confiar na liderança americana no cenário mundial.
Em plena Convenção Nacional Democrata, evento que deve oficializar a candidatura de Obama, McCain disse que o democrata não conseguiu demonstrar sua confiança na liderança dos Estados Unidos como "a maior força pelo bem na Terra" quando fez seu já renomado discurso em Berlim, diante de uma platéia eufórica de 200 mil pessoas.
"Ele foi a figura da confiança. Mas em alguns modos a confiança em si mesmo e a confiança em um país não são a mesma coisa", disse McCain ao grupo de veteranos de guerra.
O ataque é mais um questionamento do patriotismo de Obama, uma sentimento muito prezado pelos eleitores americanos. A equipe republicana já questionou o motivo de Obama ser o único candidato a não usar um broche da bandeira americana e um boato indica que ele se recusa a fazer o juramento à bandeira.
A campanha de McCain insiste que não ataca o patriotismo do democrata, apenas seu julgamento.
As críticas desta terça-feira complementam a imagem que a campanha republicana quer desenhar de que o senador por Illinois se preocupa mais com posições políticas do que assuntos importantes como ganhar a Guerra do Iraque.
Iraque
McCain, que foi prisioneiro na Guerra do Vietnã por cinco anos e meio, também acusou Obama de tentar relacionar à invasão americana ao iraque, em 2003, com a invasão russa ao território georgiano. O republicano tem uma postura rígida contra a Rússia, país que diz estar se afastando cada vez mais dos conceitos de democracia.
Na semana passada, Obama condenou as ações russas na Geórgia dizendo que o país asiático não poderia "invadir outros países". "Claro que ajuda se você liderar como um exemplo", disse, em uma referência aos Estados Unidos.
Logo os comentários democratas foram rotulados como mais uma crítica ao conflito no Iraque, relação que Obama negou.
McCain usou os comentários para levantar mais dúvidas sobre o rival democrata, sugerindo que ele não tem clareza e visão para liderar a América e o mundo.
"Se ele realmente pensa que liberando Iraque de um tirano perigoso, a América de alguma forma criou um mau exemplo que convidou a Rússia a invadir uma pequena, pacífica e democrática nação, então ele deve dizer isso claramente, pois será um debate do qual eu vou gostar de participar", disse McCain.
A falta de experiência de Obama em questões internacionais é um dos principais pontos da campanha negativa dos republicanos. Justamente para rebater as críticas, o democrata escolheu Joe Biden, experiente senador, para compor a chapa democrata.
"Confusão sobre estas questões apenas atrai mais problemas, violência e agressão", disse McCain --senador especialista em temas externos e de defesa.
Por enquanto, as pesquisas indicam que ele e Obama disputam acirradamente a sucessão de George W. Bush.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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