Obama condena reconhecimento russo de regiões separatistas da Geórgia
da Folha Online
da France Presse, em Denver
Para mostrar que está de olho na cena internacional e rebater críticas dos republicanos sobre sua postura tímida em relação aos conflitos entre Rússia e Geórgia, o candidato presidencial democrata Barack Obama condenou duramente nesta terça-feira o reconhecimento russo da independência das regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, localizadas na Geórgia.
"Condeno a decisão da Rússia sobre a Abkházia e a Ossétia do Sul e peço aos países do mundo inteiro para não legitimarem esta ação", disse Obama em um comunicado.
"Ninguém deseja uma nova Guerra Fria com a Rússia. Estados Unidos e Rússia têm numerosos interesses em comum e Moscou possui o potencial para se tornar um parceiro essencial no sistema internacional", disse Obama.
"Mas as recentes decisões da Rússia - não as decisões americanas ou européias - ameaçam este potencial e nos fazem lembrar que a paz e a segurança na Europa não podem ser consideradas uma conquista já ganha", acrescentou.
Na dianteira
Desta vez com a volta do conflito da Geórgia ao noticiário, Obama tomou a dianteira e se pronunciou antes do adversário republicano, John McCain. No início do mês, quando Rússia e Geórgia entraram em conflito, McCain fez duras críticas à posição do Kremlin e atacou a inexperiência de Obama em assuntos internacionais.
A tática é comum nas eleições americanas e foi usada, inclusive, para derrubar o democrata John Kerry na disputa com George W. Bush, em 2004.
Obama que passava férias no Havaí demorou a falar sobre a crise e foi alvo de críticas da mídia também. Condenou à ação russa, mas pediu maior cautela dos dois lados do conflito. Ele não absolveu completamente a Geórgia do papel de provocar a Rússia ao lançar ofensiva contra a separatista Ossétia do Sul --aliada de Moscou.
Reconhecimento
Desafiando a pressão realizada pelo Ocidente, Medvedev anunciou hoje que Moscou decidiu reconhecer a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia. Um dia depois do Parlamento russo ter aprovado moção para o reconhecimento das duas Províncias, o chefe do Kremlin informou que assinou o decreto e pediu que outros Estados façam o mesmo.
A decisão desta terça-feira faz a Rússia ir contra os apelos do Ocidente, que alertou fortemente Moscou a não reconhecer as duas regiões separatistas e a apoiar a integridade territorial da Geórgia. União Européia e Estados Unidos também já se pronunciaram condenando a decisão russa e pedindo que Moscou reavalie a postura.
A região vive sob forte tensão desde o início do mês, quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90.
Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. Rússia e Geórgia assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.
A Abkházia também declarou a independência unilateral no início dos anos 90 e já demonstrou vontade de se juntar ao território russo. Os auto-proclamados presidentes das duas regiões se reuniram com Medvedev em meio aos conflitos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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