Mundo
26/08/2008 - 18h58

Obama condena reconhecimento russo de regiões separatistas da Geórgia

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da Folha Online
da France Presse, em Denver

Para mostrar que está de olho na cena internacional e rebater críticas dos republicanos sobre sua postura tímida em relação aos conflitos entre Rússia e Geórgia, o candidato presidencial democrata Barack Obama condenou duramente nesta terça-feira o reconhecimento russo da independência das regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, localizadas na Geórgia.

"Condeno a decisão da Rússia sobre a Abkházia e a Ossétia do Sul e peço aos países do mundo inteiro para não legitimarem esta ação", disse Obama em um comunicado.

"Ninguém deseja uma nova Guerra Fria com a Rússia. Estados Unidos e Rússia têm numerosos interesses em comum e Moscou possui o potencial para se tornar um parceiro essencial no sistema internacional", disse Obama.

"Mas as recentes decisões da Rússia - não as decisões americanas ou européias - ameaçam este potencial e nos fazem lembrar que a paz e a segurança na Europa não podem ser consideradas uma conquista já ganha", acrescentou.

Na dianteira

Desta vez com a volta do conflito da Geórgia ao noticiário, Obama tomou a dianteira e se pronunciou antes do adversário republicano, John McCain. No início do mês, quando Rússia e Geórgia entraram em conflito, McCain fez duras críticas à posição do Kremlin e atacou a inexperiência de Obama em assuntos internacionais.

A tática é comum nas eleições americanas e foi usada, inclusive, para derrubar o democrata John Kerry na disputa com George W. Bush, em 2004.

Obama que passava férias no Havaí demorou a falar sobre a crise e foi alvo de críticas da mídia também. Condenou à ação russa, mas pediu maior cautela dos dois lados do conflito. Ele não absolveu completamente a Geórgia do papel de provocar a Rússia ao lançar ofensiva contra a separatista Ossétia do Sul --aliada de Moscou.

Reconhecimento

Desafiando a pressão realizada pelo Ocidente, Medvedev anunciou hoje que Moscou decidiu reconhecer a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia. Um dia depois do Parlamento russo ter aprovado moção para o reconhecimento das duas Províncias, o chefe do Kremlin informou que assinou o decreto e pediu que outros Estados façam o mesmo.

A decisão desta terça-feira faz a Rússia ir contra os apelos do Ocidente, que alertou fortemente Moscou a não reconhecer as duas regiões separatistas e a apoiar a integridade territorial da Geórgia. União Européia e Estados Unidos também já se pronunciaram condenando a decisão russa e pedindo que Moscou reavalie a postura.

A região vive sob forte tensão desde o início do mês, quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90.

Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. Rússia e Geórgia assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.

A Abkházia também declarou a independência unilateral no início dos anos 90 e já demonstrou vontade de se juntar ao território russo. Os auto-proclamados presidentes das duas regiões se reuniram com Medvedev em meio aos conflitos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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