Mundo
26/08/2008 - 19h28

Avião seqüestrado no Sudão pousou por falta de combustível

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da Folha Online

O Boeing-737 da companhia aérea Sun Air com 95 pessoas a bordo foi seqüestrado nesta terça-feira no trajeto entre Niyala e a capital Cartum, no Sudão, aterrissou na Líbia por falta de combustível, segundo a Autoridade de Aviação Civil da Líbia.

Não há informações oficiais sobre a situação dos ocupantes do equipamento.

Mohammed Bashir, porta-voz da facção Movimento de Libertação do Sudão (SLM, na sigla em inglês), afirmou que existem três seqüestradores do movimento a bordo. Os três seriam um comissário do grupo, um conselheiro de Minnawi e um dos participantes do acordo de paz entre o movimento e o governo, de 2006.

Arte Folha Online
mapa sudão

Integrantes do governo regional de Darfur também estão entre os passageiros, de acordo com a agência de notícias egípcia Mena. De acordo com fontes governamentais, o alvo do seqüestro era o governador da Província de Darfur, Ali Mahmoud, que estaria no vôo.

O SLM é um antigo movimento insurgente de Darfur, onde um confronto entre grupos armados e governo já deixou 300 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados desde 2003, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Seqüestro

De acordo com a Autoridade de Aviação Civil do Sudão, a aeronave decolou de Niyala rumo à capital do país, Cartum, às por volta das 17h30 de ontem (12h30 de Brasília). Cerca de meia hora mais tarde, dominado pelos seqüestradores, o piloto pediu permissão para pousar no Egito. Sem autorização, ele seguiu para o aeroporto de Kufra, na Líbia, onde aterrissou às 19h40, no horário sudanês (14h40 de Brasília).

De acordo com informações prestadas por uma fonte da Autoridade de Aviação Civil da Líbia à Mena, o pouso na Líbia foi autorizado somente por "preocupação humanitária", pois o piloto informou que não havia mais combustível.

Por volta da 0h de terça-feira (horário local), a aeronave ainda não havia sido reabastecida, e os negociadores líbios decidiam se iriam permitir a manobra. Há informações de que os criminosos teriam pedido para seguir viagem à França.

Com Associated Press e Reuters

 

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