Mundo
26/08/2008 - 22h31

Democratas latinas chegam a Denver para apoiar Hillary

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PACO G. PAZ
da Efe, em Denver

As delegadas latinas que participam da convenção democrata em Denver não escondem a admiração e a gratidão que têm pela senadora por Nova York Hillary Clinton, e, embora afirmem que vão votar em Barack Obama, o candidato do partido à Casa Branca, não querem que a ex-primeira-dama deixe a cidade sem receber um reconhecimento público.

Muitas demonstraram sua insatisfação em uma reunião em Denver antes do discurso de Hillary na noite desta terça-feira, não só pelo tratamento que Hillary recebeu nas primárias, mas também pelo fato de Obama não a ter escolhido como vice-presidente em sua chapa, o que, para elas, foi a "gota d'água".

Casal Kennedy

Entre as delegadas democratas que acompanham a Convenção do Partido Democrata em Denver, as latinas são as que demonstram maior admiração por Hillary e Bill Clinton, considerados seu casal Kennedy, disse hoje Lenora Sorola-Pohlman, a vice-presidente do partido no Texas.

"Os Clinton sempre trabalharam pelos latinos. Eles começaram sua carreira política em um comício no Texas. Foi lá onde eles se conheceram e se apaixonaram", lembra Lenora, de origem mexicana.

"Sempre que nós, latinos, precisamos de algo, Bill e Hillary estiveram lá para nos ajudar. Por isso, os hispânicos os vêem como nosso casal Kennedy, como Jacqueline e John", acrescenta.

Reconhecimento

Apesar do apoio quase incondicional à ex-primeira-dama, os latinos sabem que a ex-primeira-dama vai pedir hoje, durante a convenção, para que votem em Obama. No entanto, eles querem que a senadora por Nova York também receba seu reconhecimento.

O escritório de campanha de Obama aceitou que o nome de Hillary, a segunda colocada nas primárias, conste simbolicamente nas cédulas democratas na primeira votação do partido durante a convenção. Em uma segunda votação, que será a definitiva, Obama sairá eleito como candidato oficial democrata à Casa Branca.

"Para mim, essa votação é muito importante, porque representa a chance de darmos todo nosso respeito e reconhecimento ao que (Hillary) conseguiu no processo das primárias", diz Bethaidey González, delegada de Nova York.

A fiel eleitora da senadora lembra ainda que Hillary obteve 18 milhões de votos, algo nunca conquistado por um candidato na história das primárias dos EUA.

Apoio para Obama

Atendendo aos apelos da ex-primeira-dama, muitos desses eleitores aceitaram dar seu apoio à candidatura de Obama e Joe Biden (que concorre como vice, embora com algumas reservas.

"Hillary quer que demos nosso apoio a Obama e Biden, e, com pesar, farei isso, mas porque ela me pede. Na primeira votação, daremos nosso apoio a ela. Estamos negociando a possibilidade de toda a delegação de Nova York votar em bloco. Na segunda rodada, votaremos em Obama ", acrescentou.

"Para ela, a unidade do partido é muito importante. Ouvi-a discursar duas vezes, e, a cada vez, ela fala com seu coração sobre a necessidade de apoiar Obama e Biden", disse a delegada por Nova York, que acha que o respaldo de Hillary a Obama é sincero.

O mesmo não acha a vice-presidente do partido no Texas, para quem a ex-primeira-dama poderia ter demonstrado mais entusiasmo: "Possivelmente, Hillary não fez tudo o que podia para apoiar Obama, mas Obama também não a apoiou 100%".

Sorola-Pohlman diz ainda que, para muitos latinos, será difícil votar em um afro-americano nas eleições presidenciais de novembro.

"Não sei como dizer isso de uma maneira educada, mas sempre houve muitos atritos entre os latinos e os afro-americanos. Não há uma confiança mútua. Nas cidades, sim, porque trabalham juntos, mas não no resto do país", afirmou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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