Mundo
27/08/2008 - 00h44

"Nós precisamos eleger Obama", pede Hillary a democratas

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da Folha Online

Hillary Clinton subiu ao palco nesta segunda noite da Convenção Democrata com uma missão: convencer seus mais fiéis eleitores a apoiarem o candidato Barack Obama à Presidência dos EUA. Decidida a não perder essa disputa, recorreu a todas suas armas. Pediu união e criticou os republicanos, mas também exaltou Obama e elogiou sua mulher, Michelle.

"Barack Obama é meu candidato e será nosso presidente. Não importa se votaram em mim ou em Barack, chegou o momento de nos unirmos, como um só partido, com o único objetivo de eleger Obama presidente dos Estados Unidos", disse a senadora.

"Esta é uma guerra pelo futuro e nós precisamos ganhar. Não passei 35 anos nessas trincheiras para ver outro republicano na Casa Branca", afirmou, sob os aplausos de milhares de democratas reunidos em Denver.

Em seguida, a ex-primeira-dama fez um trocadilho, criticando o adversário republicano, John McCain. "No way, no how, no McCain! (De forma alguma, não há como, não com McCain)."

Considerada por muito tempo a favorita para a Presidência, Hillary perdeu a nomeação, em junho, após uma acirrada disputa com Obama. Agora, ela teve que deixar os ataques de lado por um objetivo maior, a união partidária.

"Estamos no mesmo time e nenhum de nós pode ficar à margem. Barack Obama é meu candidato e ele deve ser nosso presidente (...) Quem viu o discurso de Michelle ontem sabe que ela será uma excelente primeira-dama", acrescentou.

"Ele sabe que o governo deve ser para o povo e não para alguns poucos favorecidos. Um democrata sabe fazer isso. Que eu me lembre Bill Clinton fez isso antes dos oito anos de [George W. Bush] Bush", brincou em referência ao marido que estava sentado na platéia.

Além das críticas ao governo Bush, Hillary pediu o voto do eleitorado que tinha lhe dado vantagem frente a Obama: as mulheres, dos trabalhadores e daqueles que apoiavam suas propostas para o sistema de saúde, o fim da Guerra no Iraque e o apoio à classe média americana.

"Quando Obama estiver na Casa Branca, ele revitalizará nossa economia, defenderá os trabalhadores americanos e enfrentará os desafios mundiais de nossa época", afirmou.

"John McCain é meu amigo, mas nós não precisamos de mais quatro anos do governo Bush. É óbvio que McCain e Bush estarão juntos semana que vem [na Convenção Republicana], já é quase impossível dizer quem é quem", acrescentou.

Desunião

Unir os democratas em torno da candidatura de Obama se tornou um desafio crucial para o partido conseguir eleger o candidato presidente, desde que seu desempenho nas últimas pesquisas de intenção de voto começou a estagnar.

Como um gesto simbólico aos eleitores de Hillary, Obama pediu que o nome da ex-primeira-dama fosse apresentado ao voto dos delegados na convenção --mesmo sem haver chances reais dela ganhar a nomeação.

Como outro gesto simbólico, a própria Hillary liberou seus delegados para votarem em Obama na convenção. A intenção é conquistar os 18 milhões de votos que ela recebeu nas primárias democratas e convencer aqueles decepcionados por Hillary ter sido preterida na escolha de Obama para vice-presidente.

A preocupação maior é alavancar Obama nas pesquisas de intenção de voto. Desde junho o candidato democrata aparecia na frente de McCain, mas a diferença vem caindo em agosto.

Segundo sondagem da Opinion Research Center, 66% dos eleitores de Hillary agora apóiam Obama, percentual que está abaixo dos 75% dos democratas que votaram na senadora por Nova York durante as primárias e que, quando ela saiu oficialmente sua campanha, disseram que votariam no candidato democrata.

Outro sinal preocupante é o aumento de onze pontos percentuais no número de eleitores de Hillary que dizem preferir votar no rival republicano. No final de junho, apenas 16% dos simpatizantes de Hillary disseram que preferiam votar em McCain em 4 de novembro. Agora, de acordo com a pesquisa, 27% dos apoiadores da ex-primeira-dama dizem preferir o republicano.

Este aumento do apoio de McCain pode explicar seu crescimento nas pesquisas que o levou a um empate com Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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