Depois de 22 horas, seqüestradores de avião se rendem na Líbia
da Folha Online
Atualizado às 13h08
Dois homens que seqüestraram um Boeing-737 da companhia Sun Air libertaram a tripulação, que permanecia refém, e se renderam, no final da tarde desta quarta-feira (no horário local), depois de mais de 22 horas em ação. O diretor-executivo da Sun Air, Murtada Hassan, disse à agência de notícias Associated Press acreditar que outros criminosos tenham escapado da aeronave horas antes, em meio aos passageiros libertados.
| Arte Folha Online |
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O avião levava 95 pessoas, entre passageiros e tripulantes, quando foi dominado, cerca de meia hora após a decolagem no Sudão. Quase duas horas depois, foi obrigado a pousar em Kufra (Líbia).
O cônsul do Sudão em Kufra (Líbia), Mohammed al Balla Othman, afirmou que os criminosos --da própria região de Darfur-- foram levados à sala de embarque VIP do terminal. Conforme o diplomata, os dois pareciam exaustos e, ao final, chegaram a pedir asilo na Líbia.
Não há confirmação sobre a identidade dos seqüestradores.
Durante as negociações, em contato com as autoridades da Líbia, o piloto do avião disse que havia "dez ou talvez mais" criminosos a bordo e que eles diziam "pertencer ao Movimento de Libertação do Sudão [SLM, na sigla em inglês]". O grupo, então, exigiu autorização para voar da Líbia para Paris (França), onde vive o líder do SLM Abdel Wahid Mohammed Nur.
| AP |
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| Boeing-737 da companhia aérea Sun Air foi seqüestrado e obrigado a aterrissar na Líbia |
No entanto, em declaração à rede de TV Al Jazira, Nur negou o envolvimento do SLM no seqüestro.
O SLM é um antigo movimento insurgente da região de Darfur, onde conflitos entre rebeldes e governo já deixaram 300 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados desde 2003, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).
De acordo com o diretor-executivo da Sun Air, os seqüestradores tiveram razões pessoais para cometer o crime e não contavam com ligações a grupos políticos ou rebeldes. Hassan, porém, não informou os motivos da afirmação, conforme a Associated Press.
Seqüestro
De acordo com a Autoridade de Aviação Civil do Sudão, a aeronave decolou de Niyala rumo à capital do país, Cartum, por volta das 17h30 de ontem (12h30 de Brasília). Cerca de meia hora mais tarde, dominado pelos seqüestradores, o piloto pediu permissão para pousar no Egito. Sem autorização, ele seguiu para o aeroporto de Kufra, na Líbia, onde aterrissou às 19h40, no horário sudanês (14h40 de Brasília).
De acordo com informações prestadas por uma fonte da Autoridade de Aviação Civil da Líbia à Mena, o pouso na Líbia foi autorizado somente por "preocupação humanitária", pois o piloto informou que não havia mais combustível.
Com agências internacionais
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