Mundo
27/08/2008 - 15h41

Depois de Hillary, Bill Clinton deve mostrar união em discurso na convenção

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colaboração para a Folha Online

Depois do elogiado discurso da ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton pedindo a união do partido, é a vez de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, subir ao palco da Convenção Nacional Democrata para mostrar aos eleitores e partidários que deixou o desapontamento --e a raiva, segundo alguns-- para trás.

Embora o discurso de Clinton seja parte de uma cortesia concedida normalmente a ex-presidentes, muitos estão preocupados que, com sua oratória refinada e figura política popular, ele ofusque a noite de Joe Biden, o candidato a vice-presidente escolhido por Barack Obama.

Mesmo assim, um discurso público afirmando a aprovação de Bill Clinton à nomeação de Obama é fundamental para selar a união partidária e mostrar que os desafetos das primárias ficaram efetivamente no passado.

Bill Clinton, que já demonstrou várias vezes sua insatisfação pelo que chamou de ataques injustos à campanha de sua mulher, deu a Obama seu apoio quando Hillary saiu oficialmente da disputa. Contudo, não se esforçou em fazer campanha pelo senador ou mesmo em comparecer aos eventos no qual Hillary pedia votos para o presidenciável.

Ele teve mais dificuldades que sua mulher para se reconciliar com Obama depois dele ter derrotado sua mulher na disputa pela nomeação. Durante a corrida, Obama acusou o ex-presidente de ter feito comentários racistas e de ter trazido o assunto à campanha.

"Ainda há trabalho a se fazer na frente Bill Clinton", disse Howard Wolfson, ex-estrategista-chefe de Hillary. O ex-presidente deve falar às 19h (22h em Brasília), pouco antes do discurso de Biden.

Clinton retomou os boatos sobre sua raiva por Obama nesta terça-feira, quando fez um comentário sobre os questionamentos sobre a capacidade de Obama de governar.

"Candidato X concorda com você em tudo, mas você não acha que aquela pessoa possa fazer alguma coisa. Candidato Y discorda de você em metade dos assuntos, mas, contudo, você acredita que ele será capaz de fazer alguma coisa."

Para alguns delegados democratas, Clinton esquecerá os sentimentos pelo bem maior: a vitória democrata em 4 de novembro.

"Bill Clinton está magoado. Seu ego foi ferido", disse Brandon Hines, 20, o mais jovem delegado de Michigan. "Eu acho que ele vai superar por Obama", disse.

Segundo a rede de televisão CNN, o ex-presidente não estará presente no estádio Invesco Field nesta quinta-feira quando Obama aceitar a nomeação.

Com Reuters e Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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