Depois de Hillary, Bill Clinton deve mostrar união em discurso na convenção
colaboração para a Folha Online
Depois do elogiado discurso da ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton pedindo a união do partido, é a vez de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, subir ao palco da Convenção Nacional Democrata para mostrar aos eleitores e partidários que deixou o desapontamento --e a raiva, segundo alguns-- para trás.
Embora o discurso de Clinton seja parte de uma cortesia concedida normalmente a ex-presidentes, muitos estão preocupados que, com sua oratória refinada e figura política popular, ele ofusque a noite de Joe Biden, o candidato a vice-presidente escolhido por Barack Obama.
Mesmo assim, um discurso público afirmando a aprovação de Bill Clinton à nomeação de Obama é fundamental para selar a união partidária e mostrar que os desafetos das primárias ficaram efetivamente no passado.
Bill Clinton, que já demonstrou várias vezes sua insatisfação pelo que chamou de ataques injustos à campanha de sua mulher, deu a Obama seu apoio quando Hillary saiu oficialmente da disputa. Contudo, não se esforçou em fazer campanha pelo senador ou mesmo em comparecer aos eventos no qual Hillary pedia votos para o presidenciável.
Ele teve mais dificuldades que sua mulher para se reconciliar com Obama depois dele ter derrotado sua mulher na disputa pela nomeação. Durante a corrida, Obama acusou o ex-presidente de ter feito comentários racistas e de ter trazido o assunto à campanha.
"Ainda há trabalho a se fazer na frente Bill Clinton", disse Howard Wolfson, ex-estrategista-chefe de Hillary. O ex-presidente deve falar às 19h (22h em Brasília), pouco antes do discurso de Biden.
Clinton retomou os boatos sobre sua raiva por Obama nesta terça-feira, quando fez um comentário sobre os questionamentos sobre a capacidade de Obama de governar.
"Candidato X concorda com você em tudo, mas você não acha que aquela pessoa possa fazer alguma coisa. Candidato Y discorda de você em metade dos assuntos, mas, contudo, você acredita que ele será capaz de fazer alguma coisa."
Para alguns delegados democratas, Clinton esquecerá os sentimentos pelo bem maior: a vitória democrata em 4 de novembro.
"Bill Clinton está magoado. Seu ego foi ferido", disse Brandon Hines, 20, o mais jovem delegado de Michigan. "Eu acho que ele vai superar por Obama", disse.
Segundo a rede de televisão CNN, o ex-presidente não estará presente no estádio Invesco Field nesta quinta-feira quando Obama aceitar a nomeação.
Com Reuters e Associated Press
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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