Mundo
27/08/2008 - 16h41

Republicanos criam estratégia para minimizar efeito da convenção democrata

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da France Presse, em Denver
colaboração para a Folha Online

A equipe de campanha do republicano John McCain está trabalhando para conter o efeito da Convenção Nacional Democrata de Denver sobre a popularidade de Barack Obama, o candidato do partido à Casa Branca.

Figuras do "grand old party" (grande e antigo partido, a ala mais tradicional dos republicanos), foram a Denver para divulgar campanha republicana durante a convenção. A equipe de McCain chegou a instalar uma antena ao lado do Pepsi Center, onde acontece a grande reunião democrata.

O partido também elaborou um slogan fazendo referência a Denver, uma cidade construída a 1.600 metros de altitude, para atacar a campanha de Obama: "A uma milha de altitude, mas não muito profunda" --um ataque à retórica refinada do senador que, segundo os republicanos, não reflete em ações efetivas.

Outra estratégia republicana é estabelecer resultados exageradamente grandes para a convenção. Quando os resultados não forem alcançados, resta aos eleitores a sensação de que o evento foi fracassado diante das expectativas.

Assim, Sarah Simmons, a estrategista-chefe de John McCain, escreveu comunicado dizendo que a batalha acirrada das primárias, a desaceleração economia americana, a cobertura "entusiasta" da imprensa e o discurso final de Obama para 75.000 pessoas devem garantir ao candidato democrata um forte aumento de popularidade.

"O discurso de Obama em um estádio nesta quinta-feira, no dia do 45º aniversário do "I have a dream" de Martin Luther King, vai render uma enorme e entusiasta cobertura na mídia. Acreditamos que Obama pode ganhar até 15% de intenções de voto", escreveu.

Segundo o instituto de pesquisa Gallup, a convenção dá ao candidato um salto médio de cinco pontos percentuais nas pesquisas de opinião.

Confissão

Eles preparam, assim, a entrada em cena do próprio candidato durante a convenção republicana, que acontece na próxima semana em Saint Paul-Minneapolis (Minnesota, norte dos EUA).

Contudo, os estrategistas da campanha de McCain admitem que Obama, ao contrário de seu candidato, é um orador excepcional, capaz de levantar multidões. Já McCain obtém melhores resultados diante de um público mais restrito.

"Será um evento histórico. Barack Obama é o primeiro candidato afro-americano de um grande partido", disse o porta-voz Tucker Bounds, na semana passada.

"Sabemos que quase todos os olhares estarão voltados para a convenção. Vamos tentar lembrar aos eleitores que Obama não tem experiência e que não avaliou bem alguns dos problemas que os afetam diretamente", acrescentou.

Para isso, McCain conta com personalidades republicanas para levar as críticas e ataques ao público. Como o ex-candidato Mitt Romney e o governador de Minnesota Tim Pawlenty, que estão entre os potenciais candidatos republicanos à vice-Presidência e devem aparecer esta semana em Denver.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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