Mundo
27/08/2008 - 18h23

Hillary libera delegados para votarem em Obama

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colaboração para a Folha Online

Como esperado, a senadora Hillary Clinton reuniu-se com seus delegados na tarde desta quarta-feira e os liberou para declararem voto ao candidato presidencial democrata Barack Obama quando os votos forem confirmados na terceira noite da Convenção Nacional Democrata.

"Esta foi uma temporada de primárias tão competitiva", disse Hillary aos seus delegados em uma das salas do Centro da Convenção de Denver. "Eu quero que vocês saibam que foi um prazer. Eu vivi bons momentos tentando", disse a senadora, segundo reportagem da CNN.

Embora tenha saído oficialmente da corrida democrata no começo de junho, Obama pediu que o nome de Hillary fosse incluído na lista de pré-candidatos à nomeação como um gesto simbólico de união partidária.

Em troca, Hillary --que discursou nesta terça-feira pedindo que seus eleitores apóiem Obama-- liberou seus delegados para declarar voto em Obama e mostrar ao país que a disputa acirrada ficou no passado e Obama é unanimidade entre democratas.

"Eu acredito que como democratas e como americanos nós deixaremos Denver unida", disse aos delegados.

Segundo reportagem da CNN, Hillary contou à delegação que ela esperou a oportunidade para falar com todos de uma vez só para que pudesse liberar todos.

"É tradição quando temos nomeações que façamos o chamado dos votos, que tenhamos candidatos que procuram por modos de garantir que sairemos daqui prontos para ganhar em novembro", continuou a ex-primeira-dama, considerada favorita para as eleições deste ano até ser derrotada pelo novato Obama.

Muita controvérsia envolveu o papel dos cerca de 1700 delegados conquistados por Hillary nas primárias. No mês passado, aponta a CNN, Hillary admitiu que liberá-los para votarem nela poderia causar uma "catarse".

Se não uma catarse, com certeza enviaria um sinal claro de que o Partido democrata continua dividido entre os partidários de Obama e os fiéis seguidores do casal Clinton.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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