Mundo
27/08/2008 - 20h05

A pedido de Hillary, Obama é oficializado candidato democrata por aclamação

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colaboração para a Folha Online

Como já esperado, a ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton chegou ao palco da Convenção Nacional Democrata e pediu, como senadora por Nova York, que a candidatura de Barack Obama fosse oficializada por aclamação, encerrando o longo processo de votação.

"Pelo espírito de dedicação dos democratas, com os olhos no futuro e com nosso objetivo de ganhar as eleições de novembro, vamos declarar aqui e agora que Barack Obama é o nosso candidato e será nosso próximo presidente", disse Hillary, ovacionada pelo público.

A aclamação oficializa a candidatura de Obama, mas não deve trazer grandes mudanças na campanha presidencial. O senador por Illinois já estava definido como candidato democrata desde o fim das primárias, em 3 de junho, quando começou sua campanha presidencial contra o republicano John McCain.

Obama fará o discurso de aceitação da nomeação nesta quinta-feira, no estádio de Invesco Field, diante de 75 mil pessoas.

Hillary tomou a palavra após uma breve apresentação de um dos delegados de seu Estado e, como todos aguardavam, fez o pedido de aclamação que manda mais um forte sinal de que as brigas e ataques das primárias ficaram para trás e agora ela apóia Obama.

"Eu peço que a convenção suspenda a tradicional votação. Todos os votos declarados pelos delegados serão contados, mas eu peço que Barack Obama seja eleito por esta convenção, por aclamação, o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos", continuou, visivelmente emocionada.

Os milhares de eleitores presentes --incluindo fiéis seguidores de Hillary ainda inconformados com sua derrota-- gritaram o nome da senadora. Imagens exibidas pela rede de televisão CNN mostravam alguns eleitores chorando no momento em que Obama se tornou, oficialmente, o primeiro candidato negro de um grande partido à Presidência.

Diante do pedido de Hillary, a presidente da maioria democrata na Casa dos Representantes, Nancy Pelosi, subiu ao placo para confirmar a aprovação do pedido. "Quem concordar com o encerramento da votação e a nomeação de Barack Obama por aclamação diga "eu"", pediu Nancy, sob um coro unânime de aprovação dos delegados dos 50 Estados e seis territórios americanos.

Maioria

Antes do pedido de aclamação, Obama tinha a maioria dos votos declarados pelos Estados.
Chamado de "próximo presidente dos Estados Unidos" por todos os representantes estaduais, o senador por Illinois já garantia seu favoritismo.

Contudo, muitas delegações aproveitaram para declarar uma minoria dos votos em Hillary --que foi mantida simbolicamente no pleito, apesar de ter saído oficialmente a derrota para o colega nas primárias, em junho passado. "Nós declaramos três votos para a mulher que pôs 18 milhões de rachaduras no telhado de vidro", disse a representante do Alasca, que deu ainda 10 votos a Obama.

Nesta tarde, Hillary reuniu-se com seus delegados e os liberou para declararem voto a Obama. As delegações, contudo, preferiram manter os votos em Hillary como homenagem à senadora, considerada favorita no começo das primárias.

A votação é um dos momentos mais importantes da convenção nacional. As delegações estaduais são chamadas em ordem alfabética e um representante deve declarar quantos votos destina a qual candidato. Os representantes aproveitam para defender seus Estados e fazer uma rápida campanha eleitoral diante dos milhares de eleitores e partidários presentes no Pepsi Center.

O último Estado a declarar seus votos antes da aclamação foi Nova Jersey, que deu todos os seus votos a Obama. Logo depois, a secretária do Comitê Democrata que organiza a votação chamou mais uma vez Illinois, que havia passado a vez. Quando chamada novamente, a delegação de Illinois fez uma homenagem ao "grande" Estado de Nova York, para quem passou a palavra.

Foi quando Hillary apareceu se aproximando do microfone, ao lado do governador David Patterson, e assumiu a palavra. Com o microfone na mão, ela declarou, por aclamação, a nomeação de Obama em um movimento que deu a impressão de ter sido encenado pelos democratas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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