Mundo
27/08/2008 - 20h50

Obama ganha nomeação e se torna primeiro candidato negro do Partido Democrata

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colaboração para a Folha Online

Nesta quarta-feira, os democratas oficializaram a nomeação de Barack Obama como candidato do partido à Presidência, transformando o relativamente desconhecido senador por Illinois no primeiro candidato negro a liderar a chapa presidencial de um grande partido nos Estados Unidos.

Simbolicamente, a oficialização da candidatura de Obama veio após o pedido de sua ex-rival, Hillary Clinton, para que a votação fosse interrompida e que ele fosse finalmente declarado candidato, por aclamação.

"Com os olhos firmes no futuro e o espírito de unidade com o objetivo da vitória, com fé em nosso partido e em nosso país, vamos declarar juntos em uma só voz aqui e agora que Barack Obama é nosso candidato e será nosso presidente", disse Hillary, visivelmente emocionada e muito ovacionada pela platéia.

Às 16h48 local (19h48 em Brasília), Hillary tomou a palavra após uma breve apresentação de um dos delegados de seu Estado e, como todos aguardavam, fez o pedido de aclamação que manda mais um forte sinal de que as brigas e ataques das primárias ficaram para trás e agora ela apóia Obama.

"Eu peço que a convenção suspenda a tradicional votação. Todos os votos declarados pelos delegados serão contados, mas eu peço que Barack Obama seja eleito por esta convenção, por aclamação, o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos", continuou, sob gritos de seu nome.

Diante do pedido, a porta-voz e líder dos democratas na Casa dos Representantes Nancy Pelosi perguntou a platéia se concordavam. "Quem concordar com o encerramento da votação e a nomeação de Barack Obama por aclamação diga 'sim'", pediu Nancy, sob um coro unânime de aprovação dos mais de 4.400 delegados dos 50 Estados e seis territórios americanos.

"A moção está adotada", completou Pelosi, com um sorriso no rosto, encerrando oficialmente oito meses de disputa pela nomeação que dividiu os eleitores do partido entre fiéis seguidores de Hillary e os apoiadores de Obama.

Por todo o Pepsi Center, onde a convenção Nacional acontece, delegados se abraçaram e cumprimentaram. Imagens exibidas pela CNN mostraram que alguns até choraram em um dos momentos mais emocionantes do evento.

Maioria

Embora a mídia americana já tivesse apontado a possibilidade da aclamação, não se sabia ao certo como a candidatura de Obama seria oficializada. No começo desta tarde, a senadora liberou seus delegados para votarem no senador por Illinois e reiterou pedido de união.

Antes da aclamação, a maior parte dos Estados e territórios americanos cumpriram o roteiro de votação, declarando seus votos conforme eram chamados, por ordem alfabética.

A grande maioria dos delegados votou em Obama, que ficou com cerca do triplo dos votos declarados a Hillary --que foi muito elogiada pelas delegações. "Nós declaramos três votos para a mulher que pôs 18 milhões de rachaduras no telhado de vidro", disse a representante do Alasca, que deu ainda 10 votos a Obama.

Contudo, mesmo elogiada por quase todos os Estados, a noite foi de Obama, aclamado por todas as delegações como "o próximo presidente dos Estados Unidos".

O último Estado a declarar seus votos antes da aclamação foi Nova Jersey, que deu todos os seus votos a Obama. Logo depois, a secretária do Comitê Democrata que organiza a votação chamou mais uma vez Illinois, que havia passado a vez. Quando chamada novamente, a delegação de Illinois cumprimentou ao "grande" Estado de Nova York, para quem passou a palavra.

Foi quando Hillary apareceu se aproximando do microfone, ao lado do governador David Patterson, e assumiu a palavra. Com o microfone na mão, ela declarou, por aclamação, a nomeação de Obama em um movimento que deu a impressão de ter sido encenado pelos democratas para marcar definitivamente a união do partido em torno de Obama.

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
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Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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