Oposição quer boicotar referendo sobre Constituição na Bolívia
da Efe, em La Paz
Os cinco governadores opositores ao presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciaram nesta quarta-feira que não permitirão, em suas regiões, a realização do referendo sobre o projeto da nova Constituição, que o governo avalia convocar por decreto.
A decisão foi adotada hoje pelo denominado Conselho Nacional Democrático (Conalde) que reúne os governadores regionais autonomistas de Santa Cruz, Rubén Costas; Tarija, Mario Cossío; Pando, Leopoldo Fernández; de Beni, Ernesto Suárez, e de Chuquisaca, Savina Cuéllar.
Cuéllar não participou da reunião, mas aprovou as decisões adotadas hoje por seus colegas na localidade de Villamontes (sul), epicentro de um bloqueio de rotas em uma região rica em gás, segundo disse à imprensa Cossío, que é porta-voz do grupo.
"Caso o Governo nacional queira impor este plebiscito ilegal, os cinco departamentos não admitirão a realização em seus territórios", sustentou o governador regional de Tarija.
Decreto
Morales estuda aprovar a convocação do referendo sobre a nova Constituição por meio de um decreto, já que a oposição que controla o Senado rejeitou plenamente a possibilidade de discutir uma lei com esse propósito.
Os governadores apoiaram também o bloqueio que vários grupos opositores fazem desde segunda-feira nas rotas que ligam à zona leste e sul da Bolívia com Argentina e Paraguai e anunciaram que cada departamento (Estado) decidirá suas próprias medidas de apoio.
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