Mundo
27/08/2008 - 22h54

Barack Obama está pronto para ser presidente dos EUA, afirma Bill Clinton

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da Folha Online

O ex-presidente Bill Clinton superou o feito de sua mulher, Hillary, um dia antes. Em discurso na terceira noite da Convenção Democrata, Clinton não só apoiou a candidatura de Barack Obama à Presidência como acabou com quaisquer temores do eleitorado: o democrata "está pronto para ser presidente dos Estados Unidos".

"Barack Obama está pronto para liderar os EUA. Barack Obama está pronto para jurar respeitar e defender a Constituição dos EUA. Barack Obama está pronto para ser presidente dos EUA", afirmou, sob aplausos.

"Em 1992, os republicanos disseram que eu era muito novo e inexperiente. Parece familiar? Mas isso não funcionou em 1992 porque estávamos do lado certo da história e não vai funcionar este ano porque Barack Obama está do lado certo da história", disse o ex-presidente (1993-2001), em referência à própria eleição à Casa Branca, quando tinha 45 anos. Obama tem 47.

Nesta terça-feira, a senadora Hillary Clinton subiu ao palco democrata e pediu união ao partido para ajudar Obama a chegar à Presidência Falou com firmeza contra os republicanos e não mediu esforços para convencer o eleitorado que lhe rendeu 18 milhões de votos nas primárias. Mulheres, hispânicos e trabalhadores de classe média eram o alvo do discurso de Hillary.

Sem mágoas

Um dia depois, Bill Clinton fez sua parte. A intenção é comprovar que não há ressentimento por Hillary ter sido preterida por Obama ao posto de candidata a vice, após ter perdido uma acirrada disputa democrata em junho.

Clinton participou ativamente da campanha de Hillary, mas nunca assumiu lugar de destaque na candidatura de Obama. Durante as primárias, Clinton afirmou que eleger o senador democrata seria como "jogar dados" e chamou as críticas de Obama à Guerra no Iraque de um "conto de fadas".

No discurso desta quarta-feira, porém, Clinton descartou possíveis rixas dentro do partido. "Minha candidata [Hillary] não ganhou, mas estou orgulhoso da campanha que ela fez. Ela falou ontem que fará tudo o que puder para eleger Obama, então somos dois", afirmou.

"Na verdade, então, somos 18 milhões. Quero que todos vocês que votaram em Hillary elejam Obama presidente em novembro", emendou em seguida.

Diplomacia em foco

Segundo fontes próximas do ex-presidente, ele foi pego de surpresa pelo convite para discursar na Convenção Democrata hoje. Clinton teria reclamado sobre o tema da noite (que é segurança nacional) e afirmou que preferia falar de economia, a plataforma que o elegeu em 1992.

Tentando conciliar interesses, Obama respondeu segunda-feira (25), que Clinton poderia falar o que quisesse.

Apesar de ter criticado o cenário econômico de desaceleração dos EUA sob a a égide do governo republicano de George W. Bush, Clinton falou mais sobre as relações internacionais e a necessidade da valorização da diplomacia no diálogo com outros países.

"Barack Obama escolherá a diplomacia primeiro e a ação militar como última opção", afirmou Clinton, em referência a Guerra no Iraque. Também disse que o senador democrata irá revitalizar os laços dos EUA com outros países, lutar contra o aquecimento global e o terrorismo e, desta forma, restaurar a liderança americana no mundo.

Em resposta, o público gritou o slogan da campanha de Obama "Yes, we can" ("Sim, nós podemos", ndr).

"Sim, nós podemos! Mas primeiro precisamos eleger Barack Obama presidente. Se vocês como eu e Hillary acreditam nisso, votem para Obama", afirmou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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