União Européia considera impor sanções contra a Rússia
da Folha Online
A Rússia encara nesta quinta-feira isolamento diplomático sobre sua ação militar contra a Geórgia : seus aliados asiáticos falharam em oferecer apoio claro ao governo e a França disse que os líderes da União Européia estão considerando impor sanções contra o país.
Moscou acusou o Ocidente de aumentar as tensões por enviar navios militares ao mar Negro e disse que falar sobre punir a Rússia por reconhecer a independência das regiões separatistas georgianas --Ossétia do Sul e Abkházia-- era produto de uma imaginação "doente" e "confusa".
| Arte/Folha Online |
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O grupo das sete nações mais industrializadas condenou Moscou por continuar ocupando a Geórgia e um grupo de aliados asiáticos liderado pela China não seguiu a ação russa de reconhecer as duas regiões separatistas como Estados independentes.
Nenhum outro país reconheceu os territórios desde que o presidente russo, Dmitri Medvedev, assinou o decreto reconhecendo a Ossétia do Sul e a Abkházia como Estados independentes na terça (26). Os EUA e as potências européias condenaram o ato imediatamente, dizendo que ele violava leis internacionais.
A região vive sob forte tensão desde o início do mês, quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. O conflito se estendeu, então, para a Akbházia.
A França, que atualmente ocupa a presidência da União Européia, convocou um encontro dos líderes de governo da UE na próxima segunda-feira para discutir a crise.
"Estão sendo consideradas sanções assim como outros meios", disse o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, respondendo a uma questão durante uma entrevista coletiva.
"Estamos tentando elaborar um texto forte que irá mostrar nossa determinação em não aceitar [o que está acontecendo na Geórgia]", disse. "Claro, há também algumas sanções."
O ministro das relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, descartou as ameaças dizendo que Kouchner havia sugerido recentemente que a Rússia poderia atacar também a Moldávia e a Ucrânia. "Isso é uma imaginação doente. Acho que é uma demonstração de confusão completa", disse.
Ásia
Nesta quinta-feira, Medvedev não conseguiu garantir o apoio claro em um encontro da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês), um grupo que reúne China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão.
Em um texto divulgado após o encontro, os países afirmaram que "apóiam o papel ativo da Rússia em sua contribuição para a paz e a cooperação na região", mas ressaltaram sua "profunda preocupação" sobre a questão e que esperam que as partes envolvidas se empenhem em um "diálogo pacífico" para resolver o conflito.
"Os Estados-membros da SCO expressam sua profunda preocupação com as tensões surgidas recentemente sobre a questão da Ossétia do Sul e pedem que as partes resolvam os problemas existentes através do diálogo pacífico e se empenhem em esforços para a reconciliação e a retomada das conversas", afirma um documento divulgado após a reunião.
Até a China, que normalmente fica ao lado da Rússia nas disputas diplomáticas, lançou uma crítica velada sobre as ações de Moscou, dizendo que estava "preocupada sobre as últimas mudanças na Ossétia do Sul e na Abkházia" e pedindo que a questão fosse resolvida por meio do diálogo.
A organização regional expressou sua satisfação com o acordo de seis pontos para o conflito na região separatista georgiana da Ossétia do Sul, aprovado em Moscou em 12 de agosto, e apoiou o "ativo papel da Rússia em propiciar a paz e a cooperação na região".
Ao mesmo tempo, a declaração afirma que "os presidentes ratificaram seu apego aos princípios do respeito às tradições culturais e históricas de cada país, e seus esforços para manter a unidade do Estado e sua integridade territorial".
"A posição dos Estados-membros da SCO terá uma grande ressonância internacional e será um sinal sério para aqueles que tentam apresentar o branco como preto e justificar a agressão do governo georgiano (contra a Ossétia do Sul)", disse Medvedev, que assistiu pela primeira vez a uma cúpula da organização.
Com Reuters e Efe




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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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