Milhares de advogados protestam contra governo no Paquistão
da Efe, em Islamabad
Milhares de advogados fizeram uma manifestação nesta quinta-feira em várias cidades do Paquistão para exigir do governo a reabilitação dos juízes expulsos em novembro de 2007 pelo então presidente, Pervez Musharraf.
Ao todo, cerca de 30 mil manifestantes protestaram contra o Executivo por todo o país. Os protestos foram considerados particularmente grandes nas cidades de Lahore (leste) e Karachi (sul), informou à Efe o presidente da associação de advogados de Rawalpindi, Sardar Asmatullah.
Os advogados criticaram o candidato a presidente e líder do governante Partido Popular do Paquistão (PPP), Asif Ali Zardari, devido a sua recusa em reabilitar os magistrados após Musharraf sair do poder.
| Muhammad Sajjad/AP |
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| Trânsito fica parado em Peshawar durante ato pela restauração de juízes depostos |
Musharraf expulsou cerca de 60 juízes, entre eles o então presidente do Tribunal Supremo, Iftikhar Chaurdhry, ao impor o estado de exceção, em 3 de novembro de 2007, após acusá-los de ingerência em assuntos do governo. A Corte Suprema tramitava um caso sobre a legalidade da reeleição de Musharraf como presidente.
Todos as cortes superiores foram então reconstituídas com juízes que aceitaram jurar novamente seus cargos diante do presidente.
Hoje, os advogados protagonizaram manifestações e bloquearam estradas em vários pontos do país. "Lamentamos pelos cidadãos, mas está em jogo recuperar a independência da instituição judicial", disse Asmatullah, que participou de uma manifestação junto com mil de pessoas na cidade de Rawalpindi, vizinha a Islamabad.
Ele acrescentou que os protestos continuarão durante as próximas semanas, até que se consiga a reabilitação de todos os magistrados, mas afirmou que as manifestações terão de ser limitadas com a chegada do Ramadã (mês de jejum), em setembro.
Musharraf renunciou após quase nove anos no poder, evitando assim um processo de impugnação parlamentar com o qual o ameaçava a coalizão governamental. Seu cargo foi ocupado interinamente pelo presidente do Senado, Mohamadmian Sumro.
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