Mundo
28/08/2008 - 10h47

Milhares de advogados protestam contra governo no Paquistão

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da Efe, em Islamabad

Milhares de advogados fizeram uma manifestação nesta quinta-feira em várias cidades do Paquistão para exigir do governo a reabilitação dos juízes expulsos em novembro de 2007 pelo então presidente, Pervez Musharraf.

Ao todo, cerca de 30 mil manifestantes protestaram contra o Executivo por todo o país. Os protestos foram considerados particularmente grandes nas cidades de Lahore (leste) e Karachi (sul), informou à Efe o presidente da associação de advogados de Rawalpindi, Sardar Asmatullah.

Os advogados criticaram o candidato a presidente e líder do governante Partido Popular do Paquistão (PPP), Asif Ali Zardari, devido a sua recusa em reabilitar os magistrados após Musharraf sair do poder.

Muhammad Sajjad/AP
Trânsito fica parado em Peshawar durante ato pela restauração de juízes depostos
Trânsito fica parado em Peshawar durante ato pela restauração de juízes depostos

Musharraf expulsou cerca de 60 juízes, entre eles o então presidente do Tribunal Supremo, Iftikhar Chaurdhry, ao impor o estado de exceção, em 3 de novembro de 2007, após acusá-los de ingerência em assuntos do governo. A Corte Suprema tramitava um caso sobre a legalidade da reeleição de Musharraf como presidente.

Todos as cortes superiores foram então reconstituídas com juízes que aceitaram jurar novamente seus cargos diante do presidente.

Hoje, os advogados protagonizaram manifestações e bloquearam estradas em vários pontos do país. "Lamentamos pelos cidadãos, mas está em jogo recuperar a independência da instituição judicial", disse Asmatullah, que participou de uma manifestação junto com mil de pessoas na cidade de Rawalpindi, vizinha a Islamabad.

Ele acrescentou que os protestos continuarão durante as próximas semanas, até que se consiga a reabilitação de todos os magistrados, mas afirmou que as manifestações terão de ser limitadas com a chegada do Ramadã (mês de jejum), em setembro.

Musharraf renunciou após quase nove anos no poder, evitando assim um processo de impugnação parlamentar com o qual o ameaçava a coalizão governamental. Seu cargo foi ocupado interinamente pelo presidente do Senado, Mohamadmian Sumro.

 

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