Mundo
28/08/2008 - 14h17

Obama fará discurso de nomeação em clima de espetáculo

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colaboração para a Folha Online

Acostumado a reunir milhares em seus comícios pelo país, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama fará seu mais importante discurso em uma noite programada para ser um grande espetáculo.

Em vez do Pepsi Center, local que abrigou a Convenção Democrata nos últimos três dias, o discurso de aceitação da nomeação democrata, oficializada nesta quarta-feira por aclamação, será no estádio Invesco Field.

Alex Brandon-27ago/AP
Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama, D-Ill., looks at the venue at Invesco Field at Mile High where he will accept the Democratic nomination for President in Denver, Wednesday, Aug. 27, 2008.(AP Photo/Alex Brandon)
Barack Obama observa o estádio onde fará seu discurso de aceitação, nesta quinta-feira

"Queremos abrir a convenção para garantir que todos que quiserem possam vir se juntar à festa", explicou Obama, em uma aparição surpresa nesta quarta-feira. O estádio, do time de futebol americano local, comporta 75 mil pessoas e deve lotar de partidários e apoiadores do senador por Illinois.

O cenário também foi pensado para ser digno do próximo presidente dos Estados Unidos. Com colunas brancas, o palco foi montado para lembrar um templo grego, de acordo com o comunicado da equipe que organiza o evento. Coincidentemente, parece também com as colunas em frente à Casa Branca, sede oficial da Presidência americana.

Gary Cameron/Reuters
Texto: Policial passa com motocicleta após homem dar tiros em frente à Casa Branca. O suspeito seria Robert Pickett e foi baleado na perna por seguranças. A U.S. Park Police sits on his motorcycle outside the White House in Washington, February 7, 2001 moments after a man, carrying a gun, was shot in the leg by security personnel just outside the White House grounds. News reports identified the man as being 17 years old and showed pictures of him arriving at George Washington University Hospital by ambulance. It was not immediately clear what the man's motives were. REUTERS/Gary Cameron
A Casa Branca com colunas parecidas com o palco do discurso

O palco onde Obama discursará nesta quinta-feira tem ainda uma estrutura similar a grandes shows de rock. Ele pode ser erguido do chão --uma imagem forte para os milhões de americanos que acompanharão o evento pela televisão.

O local é também mais uma das comparações entre Obama e o popular ex-presidente John Kennedy que, em 1960, aceitou sua nomeação em um discurso para 80 mil pessoas no Coliseu de Los Angeles.

Segundo a programação para o discurso, assim que Obama acabar seu discurso, confete cairá sobre ele e fogos de artifício serão lançados ao redor do estádio.

Música

Para preparar o público para o grande discurso de Obama, a equipe democrata convidou algumas celebridades da música americana para participar do evento que deve durar seis horas.

O hino nacional --um dos momentos mais importantes em um país onde o patriotismo é muito valorizado- será cantado pela atriz vencedora do Oscar e cantora Jennifer Hudson. Além de negra e bem sucedida, ela é de Chicago, Estado por onde Obama é senador.

Ela foi convidada a cantar "The Star Spangled Banner" (título do hino nacional) na convenção a pedido do próprio senador.

Paul Buck/Efe
Jennifer Hudson recebeu Oscar de melhor atriaz coadjuvante em 2006
Jennifer Hudson, que recebeu Oscar em 2006, cantará o hino

A quarta noite da Convenção Nacional Democrata contará ainda com performances ao vivo de Will.i.am, vocalista do grupo Black Eyed Peas.

A estrela do hip hop foi autor de vários clipes de apoio a Obama que fizeram sucesso na Internet. Will.i.am ganhou até um "Webby Awards", considerado o Oscar da internet, pelo vídeo "Yes we can" ("Sim nós podemos") no qual demonstra seu apoio a Obama, visto por 17 milhões de internautas somente em fevereiro.

Outra grande estrela da música americana que deve comparecer ao Invesco Field para prestigiar Obama é Stevie Wonder.

Em maio deste ano, ele fez um dos shows mais disputados do 39.º Festival de Jazz de Nova Orleans e aproveitou o evento para declarar seu entusiasmo com a candidatura histórica de Obama, o primeiro negro a conquistar a nomeação de um grande partido nos EUA.

"Estou bastante animado com Barack Obama. Espero que nós façamos a coisa certa para este país e para o mundo", disse o músico que deve repetir a declaração na noite desta quinta-feira.

História

Embora conte com grandes nomes da música, a grande atração desta noite deve ser mesmo Obama que aceita sua nomeação com um discurso de mudança --seu principal tema de campanha-- e uma homenagem ao líder do movimento pelos direitos civis Martin Luther King.

No dia em que os EUA comemoram 45 anos do histórico discurso "Eu Tenho um Sonho", de King, Obama deve demonstrar mais uma vez sua renomada retórica que causou ovações de cerca de 200 mil pessoas em Berlim.

Shannon Stapleton/Reuters
O candidato democrata à Presidência dos EUA aparece de surpresa à convenção
O candidato democrata à Presidência dos EUA aparece de surpresa à convenção nacional

"Obama vai comunicar a urgência do momento, destacar as lutas que os americanos enfrentam para se unir e mudar o rumo de nossa nação", antecipou o Comitê da Convenção Nacional Democrata, em comunicado.

Os democratas aproveitam a data para fazer uma homenagem a King com a presença de seus dois filhos, Bernice e Matin Luther King 3º.

Com o tema "Mudança na qual podemos acreditar", um slogan emprestado da bem sucedida campanha de Obama pela nomeação, alguns grandes nomes do Partido Democrata devem discursar esta noite.

Entre eles, o ex-vice-presidente Al Gore que ficou popular pela sua defesa do ambiente.Também deve falar ao público o governador Bill Richardson do Novo México, que foi um dos pré-candidatos democratas, e o governador Tim Kaine, da Virgínia, que estava na lista de possíveis candidatos a vice de Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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