Mundo
28/08/2008 - 15h12

McCain afasta especulações e diz não ter escolhido seu vice-presidente

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da Associated Press, em Denver
colaboração para a Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, desmentiu o boato de que anunciaria seu candidato a vice-presidente nesta sexta-feira, quando completa 72 anos.

"Eu ainda não decidi então não posso te contar", disse o senador por Arizona em entrevista na manhã desta quinta-feira a uma emissora de rádio.

A mídia americana especula que ele faria o anúncio nesta sexta-feira para tirar a atenção do candidato democrata Barack Obama que fará discurso para aceitar a nomeação nesta quinta-feira, em Denver.

O anúncio criaria também um ótimo momento a apenas dois dias da Convenção nacional Republicana, que acontece entre 1º e 4 de setembro, em Minnesota, quando a candidatura de McCain e de seu candidato a vice devem ser oficializadas.

Assim como Obama, que anunciou seu vice no sábado anterior à convenção, McCain deve aparecer pela primeira vez com seu companheiro de chapa em um comício nesta sexta-feira ou neste sábado, quando vai à Pensilvânia.

Na entrevista à rádio KDKA NewsRadio, McCain disse que será acompanhado no evento deste sábado (30) pelo ex-governador da Pensilvânia, Tom Ridge, e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, dois dos principais nomes na lista de possíveis candidatos a vice republicano.

Contudo, McCain reiterou que a companhia dos dois republicanos não significa que um deles será seu companheiro de chapa.

Mesmo assim, McCain não poupou elogios a Ridge, um amigo de longa data que tem sido presença freqüente em seus eventos de campanha. "Ele é um grande americano e um querido amigo e eu confio nele e tenho confiado por muitos anos", disse.

Pressionado pelo apresentador, McCain decidiu fazer piada e afirmou que seu vice será o ator Wilford Brimley, 73. "Ele é um ex-membro da Marinha, um grande cara e mais velho que eu, então deve funcionar", disse McCain, em um ataque indireto à escolha de Joe Biden como vice-presidente de Obama.

Lista

Os republicanos próximos à campanha de McCain indicam que a lista de candidatos a vice é liderada por Mitt Romney. Vencido por McCain durante as primárias, Romney acabou se unindo a ele e, inclusive, foi a Denver nesta semana para trabalhar contra a candidatura de Obama.

"Romney ajudaria McCain, que é considerado fraco nas questões econômicas", explica Heath Hall, analista da conservadora Heritage Foundation. "Do ponto de vista estratégico também permitiria a ele vencer em Estados-chave como Colorado, Novo México e Nevada", destaca o analista.

O atual governador de Minnesota, Tim Pawlenty, 47, é mais jovem e muito apreciado pela direita evangélica do Partido Republicano por sua firmes posturas anti-abortistas.

Já o senador independente Joe Lieberman, 66, companheiro de chama de Al Gore em 2000, mas desde então persona non grata no Partido Democrata por suas posições sobre o Iraque, é agora uma figura muito ligada ao grupo republicano.

Sua indicação permitiria a McCain contra-atacar a mensagem de mudança da equipe Obama e recuperar os eleitores indecisos, apesar de correr riscos junto à direita religiosa por causa de seus pontos de vista às vezes liberais demais.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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