Mundo
28/08/2008 - 18h23

ONU se recusa a receber representantes de regiões separatistas da Geórgia

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da Folha Online

O Conselho de Segurança da ONU recusou nesta quinta-feira o pedido de representantes das regiões separatistas da Geórgia, cuja secessão foi reconhecida pela Rússia, para falar perante o órgão.

Nos últimos meses, Moscou pediu diversas vezes ao grupo de 15 países que permitam aos representantes das duas regiões --Ossétia do Sul e Abkházia-- falar perante o Conselho de Segurança, mas os membros dos países ocidentais se recusaram.

No entanto, a situação se tornou mais complicada esta semana quando a Rússia reconheceu formalmente a independência dos dois territórios após invadir a Geórgia no início do mês, em uma ação que visava impedir uma tentativa do governo georgiano de retomar o controle sobre a Ossétia do Sul. As duas regiões declararam sua independência de forma unilateral no início dos anos 90.

David Mdzinarishvili/Reuters
Homem joga terra sobre cova de soldados mortos no conlito entre Rússia e Geórgia
Homem joga terra sobre cova de soldados mortos no conlito entre Rússia e Geórgia

"Não houve apoio unânime para responder positivamente a essas questões agora", disse o embaixador belga na ONU, Jan Grauls, a jornalistas, após encontro a portas fechadas.

"O Conselho continuará a discutir a participação da Ossétia do Sul e da Abkházia e irá intensificar essas discussões (...) em um momento mais oportuno", afirmou Grauls, que atualmente detém a Presidência rotativa do principal órgão da ONU.

Como país sede das nações Unidas, os EUA têm a obrigação de conceder vistos aos representantes dos países membros. Porém, como o governo da Geórgia não reconhece a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, diplomatas ocidentais afirmam que Washington não tem a obrigação de conceder vistos para os enviados das regiões separatistas.

O vice-embaixador dos EUA, Alejandro Wolff, disse a jornalistas que o governo dos EUA sempre cumpre "escrupulosamente" com as suas obrigações como país que abriga a principal sede da ONU.

O Conselho de Segurança realizará um debate público sobre a situação na Geórgia às 15h (16h de Brasília). No entanto, não há a expectativa de novas resoluções ou declarações conjuntas em razão do poder de veto russo, que impede o órgão de tomar qualquer ação.

"Creio que veremos a ação real acontecendo fora do Conselho por hora", afirmou um diplomata ocidental.

Os países ocidentais condenaram a invasão russa da Geórgia e sua recusa em tirar suas tropas do território georgiano fora das regiões separatistas.

Sanções

Enquanto o Conselho de Segurança segue em um impasse sobre a Geórgia, a França afirmou que os líderes da União Européia irão considerar a imposição de sanções sobre a Rússia na semana que vem.

A França, que atualmente ocupa a presidência da União Européia, convocou um encontro dos líderes de governo da UE na próxima segunda-feira para discutir a crise.

Arte/Folha Online
mapa regiões geórgia

"Estão sendo consideradas sanções assim como outros meios", disse o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, respondendo a uma questão durante uma entrevista coletiva.

"Estamos tentando elaborar um texto forte que irá mostrar nossa determinação em não aceitar [o que está acontecendo na Geórgia]", disse. "Claro, há também algumas sanções."

Também nesta quinta-feira, Medvedev não conseguiu garantir o apoio claro em um encontro da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês), um grupo que reúne China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão.

Em um texto divulgado após o encontro, os países afirmaram que "apóiam o papel ativo da Rússia em sua contribuição para a paz e a cooperação na região", mas ressaltaram sua "profunda preocupação" sobre a questão e que esperam que as partes envolvidas se empenhem em um "diálogo pacífico" para resolver o conflito.

"Os Estados-membros da SCO expressam sua profunda preocupação com as tensões surgidas recentemente sobre a questão da Ossétia do Sul e pedem que as partes resolvam os problemas existentes através do diálogo pacífico e se empenhem em esforços para a reconciliação e a retomada das conversas", afirma um documento divulgado após a reunião.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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