Mundo
28/08/2008 - 19h18

Milhares se reúnem em Denver para espetáculo de Obama

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colaboração para a Folha Online

Milhares de pessoas já chegaram ao estádio Invesco Field onde o democrata Barack Obama fará aguardado discurso no qual aceita a nomeação partidária.

Com capacidade para 75 mil pessoas, o estádio está cheio enquanto membros da equipe de Obama e líderes partidários pedem que os eleitores saiam de casa e votem em Obama no dia 4 de novembro.

A presidente da Casa dos Representantes, Nancy Pelosi, subiu ao palco de temática grega --e que se assemelha à entrada da Casa Branca-- aproximadamente às 16h15 (19h15 em Brasília) para iniciar oficialmente o evento e fazer os juramentos tradicionais no quarto e último dia da Convenção Nacional Democrata.

Charles Dharapak/AP
Texas delegates Lucy Rubio, left, Susie Luna-Saldana, center, and Aurora H. Gonzales take their seats for the final night of the Democratic National Convention at Invesco Field in Denver, Thursday, Aug. 28, 2008. (AP Photo/Charles Dharapak)
Delegados do Texas assistem ao início da quarta e última noite da Convenção Nacional Democrata quando Barack Obama discursa

Para cantar o hino nacional --um dos momentos mais importantes em um país onde o patriotismo é muito valorizado--, a atriz vencedora do Oscar e cantora Jennifer Hudson subiu ao palco, ovacionada pelos presentes.

Mas o que todos esperam é o grande discurso de Barack Obama, no dia em que um dos mais famosos discursos da história completa 45 anos. Obama, que marcou história como o primeiro candidato negro de um grande partido, fará seu grande discurso no dia em que os americanos lembram de Martin Luther King e seu discurso "Eu tenho um sonho".

"Obama vai comunicar a urgência do momento, destacar as lutas que os americanos enfrentam para se unir e mudar o rumo de nossa nação", antecipou o Comitê da Convenção Nacional Democrata, em comunicado.

Os democratas aproveitam a data para fazer uma homenagem a King com a presença de seus dois filhos, Bernice e Martin Luther King 3º.

"Queremos abrir a convenção para garantir que todos que quiserem possam vir se juntar à festa", explicou Obama, em uma aparição surpresa na convenção, nesta quarta-feira.

Para realizar uma verdadeira festa, o palco onde Obama discursará nesta quinta-feira tem ainda uma estrutura similar a grandes shows de rock. Ele pode ser erguido do chão --uma imagem forte para os milhões de americanos que acompanharão o evento pela televisão.

O local é também mais uma das comparações entre Obama e o popular ex-presidente John Kennedy que, em 1960, aceitou sua nomeação em um discurso para 80 mil pessoas no Coliseu de Los Angeles.

Segundo a programação para o discurso, assim que Obama acabar seu discurso, confete cairá sobre ele e fogos de artifício serão lançados ao redor do estádio.

Música

Além de Jennifer Hudson, a equipe democrata convidou outras celebridades da música americana para participar do evento que deve durar seis horas. Entre elas, Will.i.am, vocalista do grupo Black Eyed Peas.

A estrela do hip hop foi autor de vários clipes de apoio a Obama que fizeram sucesso na Internet. Will.i.am ganhou até um "Webby Awards", considerado o Oscar da internet, pelo vídeo "Yes we can" ("Sim nós podemos") no qual demonstra seu apoio a Obama, visto por 17 milhões de internautas somente em fevereiro.

Outra grande estrela da música americana que deve comparecer ao Invesco Field para prestigiar Obama é Stevie Wonder.

Em maio deste ano, ele fez um dos shows mais disputados do 39.º Festival de Jazz de Nova Orleans e aproveitou o evento para declarar seu entusiasmo com a candidatura histórica de Obama, o primeiro negro a conquistar a nomeação de um grande partido nos EUA.

"Estou bastante animado com Barack Obama. Espero que nós façamos a coisa certa para este país e para o mundo", disse o músico que deve repetir a declaração na noite desta quinta-feira.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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