Filhos de Luther King sobem ao palco da convenção democrata para apoiar Obama
colaboração para a Folha Online
No dia em que o famoso discurso "Eu tenho um sonho" de Martin Luther King completa 45 anos, os filhos do líder do movimento pelos direitos civis subiram ao palco da Convenção Nacional Democrata para homenagear o pai e declarar apoio ao candidato democrata Barack Obama.
"Não posso imaginar quão orgulhoso meu pai estaria de Barack Obama, do partido que o nomeou e do país que o elegeu", disse Martin Luther King 3º, filho mais velho do reverendo King e também um ativista dos direitos civis.
| Tannen Maury/Efe |
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| Martin Luther King 3º discursa na convenção e diz que Obama é apenas parte do sonho |
"Há exatos 45 anos, meu pai ficou na sombra de Abraham Lincoln e disse ter um sonho. Ele esperava que um dia a nação refletiria sobre o verdadeiro significado de seu sonho. Hoje, somos todos filhos de seu sonho e ele está em todos os nossos corações", disse Luther King 3º, ovacionado pelos milhares de americanos presentes.
"Mas meu pai lembraria rapidamente que realizar seu sonho não é eleger Barack Obama. A América precisa de mais que um grande presidente, precisa de uma grande nação", continuou.
O filho de Luther King ressaltou diversas vezes a importância da candidatura de Barack Obama, primeiro negro nomeado por um grande partido americano, mas lembrou também que o sonho declarado em discurso por seu pai vai muito além de eleger um negro à Presidência.
"Todos precisamos tomar papel ativo em nossa democracia e isso vai além de votar, precisamos defender as causas que garantem o bem comum. No 45º aniversário do discurso, vamos comemorar a esperança e a fé que nos permitiu mudar a vida de nossas comunidades. Vamos olhar para frente para os próximos 45 anos enquanto trabalhamos juntos porque nosso potencial não tem limites."
Sob os olhares atentos do público, Luther King 3º concluiu em tom da campanha democrata: "Neste aniversário, vamos dar à nossa nação uma pessoa que vai nos ajudar a alcançar esta mudança, porque nós ainda precisamos de Barack Obama."
Testemunha
Menos afeita aos palcos, a filha de King, reverenda Berenice, falou brevemente, antes de anunciar seu irmão. "Há 45 anos, meu pai fez seu discurso e hoje nós testemunhamos e fazemos parte do que se tornou seu sonho; a aceitação da nomeação democrata pelo senador Barack Obama", disse.
"[Nomeação] decidida não pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Este é um dos maiores e mais definidores momentos de nossa nação", conclui, antes de apresentar seu irmão, "um novo Martin Luther King".
Já o representante John Lewis, da Geórgia, lembrou aos presentes que esteve entres os 250 mil americanos que acompanharam o histórico discurso. "Eu estive presente quando ele disse ter um sonho, um sonho arraigado no sonho americano. Hoje chegamos aqui neste magnífico palco por que ainda temos este sonho", disse.
"Como participante deste momento eu digo que a vitória não foi fácil, alguns de nós foram presos, apanharam, mortos tentando se registrar para votar. Agora, com a nomeação de Barack Obama estamos fazendo uma conquista neste sonho", disse, também aplaudido pelos presentes.
Em tom de campanha, Lewis lembrou que a nomeação de Obama é apenas o primeiro passo de uma conquista histórica. "Nós passamos um longo caminho, mas ainda temos uma grande distância a percorrer. Precisamos marchar em cada Estado, cidade, vila, marchar como nunca marchamos para eleger para próximo presidente dos EUA Barack Obama."
Discurso
Obama encerrará o quarto e último dia da Convenção Nacional Democrata com um aguardado discurso no qual deve aceitar a nomeação democrata oficializada nesta quarta-feira, por aclamação.
Conhecido por sua retórica refinada, Obama deve falar sobre as conquistas trazidas por Luther King e sobre mudança, tema desta noite e também principal slogan de sua campanha.
"Obama vai comunicar a urgência do momento, destacar as lutas que os americanos enfrentam para se unir e mudar o rumo de nossa nação", antecipou o Comitê da Convenção Nacional Democrata, em comunicado.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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