Mundo
29/08/2008 - 08h10

No dia em que completa 72 anos, McCain deve anunciar vice

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colaboração para a Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, comemora 72 anos nesta sexta-feira com um dos momentos mais cruciais de sua campanha, o anúncio de seu companheiro de chapa.

A idéia é minimizar os efeitos da Convenção Nacional Democrata que acabou nesta quinta-feira com um discurso contundente de Barack Obama que não poupou críticas a McCain.

Com um comício agendado para Dayton, Ohio, um dos Estados tidos como cruciais para as eleições deste ano, McCain deve aproveitar a oportunidade para revelar o nome do candidato a vice-presidente republicano e criar o momento para a Convenção Nacional Republicana, que começa na próxima segunda (1º), em Minnesota.

Segundo a equipe de campanha do senador, McCain decidiu quem será seu companheiro de chapa nesta quinta-feira, mas não revelou nenhuma pista sobre quem poderia ser.

O próprio McCain havia afastado as especulações na manhã desta quinta-feira ao revelar, em entrevista a um programa de rádio, que ainda não tinha um nome para sua chapa presidencial.

"Eu ainda não decidi então não posso te contar", disse o senador por Arizona.

No avião que levou ele e sua mulher, Cindy, de Phoenix a Dayton, o senador também manteve-se calado sobre o assunto.

Apostas

Em meio a especulações, a mídia americana tem apostado em Tim Pawlenty, atual governador de Minnesota.

Pawlenty, 47, é mais jovem que McCain e muito apreciado pela direita evangélica do Partido Republicano por sua firmes posturas anti-abortistas --um grupo que ainda vê com receio o "liberal" McCain.

Pawlenty alimentou as especulações ao cancelar abruptamente, nesta quinta-feira, agenda de entrevistas com vários veículos americanos e deixar Denver, onde participava da equipe republicana que acompanhou de perto à convenção democrata.

Mais tarde, em Minneapolis, Pawlenty não esclareceu a mudança de planos e disse que vai participar de uma feira estadual na cidade, nesta sexta-feira.

"Não há nada realmente novo para dizer sobre a decisão de McCain. Eu acredito que ouviremos muito breve sua escolha e seremos capazes de continuar em frente", disse.

Outro nome no topo da lista de prováveis é Mitt Romney, executivo milionário que pode ajudar o republicano com os grandes doadores.

Vencido por McCain durante as primárias, Romney acabou se unindo a ele e, inclusive, foi a Denver nesta semana para trabalhar contra a candidatura de Obama.

"Romney ajudaria McCain, que é considerado fraco nas questões econômicas", explica Heath Hall, analista da conservadora Heritage Foundation. "Do ponto de vista estratégico também permitiria a ele vencer em Estados-chave como Colorado, Novo México e Nevada", destaca o analista.

Romney é também o preferido dos eleitores. Pesquisa Zogby divulgada em julho apontou que 26% dos entrevistados estariam mais dispostos a votar em McCain caso o empresário fosse seu companheiro de chapa. Ex-governador de Massachusetts, Romney é visto por 11% dos eleitores como alguém que os tornariam menos propensos a votar na chapa republicana.

Como Pawlenty, Romney preferiu não dar pistas sobre se vai ser escolhido por McCain. "Eu não tenho nada para vocês agora", disse a repórteres em evento de arrecadação na Califórnia, nesta quinta-feira.

Outra aposta da mídia americana é o governador Tom Ridge. Ex-governador da Pensilvânia, Ridge, 63, também foi o primeiro secretário de Segurança Interna de George W. Bush. Em sua casa em Washington, negou ter planos de viagem para esta sexta-feira.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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