No dia em que completa 72 anos, McCain deve anunciar vice
colaboração para a Folha Online
O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, comemora 72 anos nesta sexta-feira com um dos momentos mais cruciais de sua campanha, o anúncio de seu companheiro de chapa.
A idéia é minimizar os efeitos da Convenção Nacional Democrata que acabou nesta quinta-feira com um discurso contundente de Barack Obama que não poupou críticas a McCain.
Com um comício agendado para Dayton, Ohio, um dos Estados tidos como cruciais para as eleições deste ano, McCain deve aproveitar a oportunidade para revelar o nome do candidato a vice-presidente republicano e criar o momento para a Convenção Nacional Republicana, que começa na próxima segunda (1º), em Minnesota.
Segundo a equipe de campanha do senador, McCain decidiu quem será seu companheiro de chapa nesta quinta-feira, mas não revelou nenhuma pista sobre quem poderia ser.
O próprio McCain havia afastado as especulações na manhã desta quinta-feira ao revelar, em entrevista a um programa de rádio, que ainda não tinha um nome para sua chapa presidencial.
"Eu ainda não decidi então não posso te contar", disse o senador por Arizona.
No avião que levou ele e sua mulher, Cindy, de Phoenix a Dayton, o senador também manteve-se calado sobre o assunto.
Apostas
Em meio a especulações, a mídia americana tem apostado em Tim Pawlenty, atual governador de Minnesota.
Pawlenty, 47, é mais jovem que McCain e muito apreciado pela direita evangélica do Partido Republicano por sua firmes posturas anti-abortistas --um grupo que ainda vê com receio o "liberal" McCain.
Pawlenty alimentou as especulações ao cancelar abruptamente, nesta quinta-feira, agenda de entrevistas com vários veículos americanos e deixar Denver, onde participava da equipe republicana que acompanhou de perto à convenção democrata.
Mais tarde, em Minneapolis, Pawlenty não esclareceu a mudança de planos e disse que vai participar de uma feira estadual na cidade, nesta sexta-feira.
"Não há nada realmente novo para dizer sobre a decisão de McCain. Eu acredito que ouviremos muito breve sua escolha e seremos capazes de continuar em frente", disse.
Outro nome no topo da lista de prováveis é Mitt Romney, executivo milionário que pode ajudar o republicano com os grandes doadores.
Vencido por McCain durante as primárias, Romney acabou se unindo a ele e, inclusive, foi a Denver nesta semana para trabalhar contra a candidatura de Obama.
"Romney ajudaria McCain, que é considerado fraco nas questões econômicas", explica Heath Hall, analista da conservadora Heritage Foundation. "Do ponto de vista estratégico também permitiria a ele vencer em Estados-chave como Colorado, Novo México e Nevada", destaca o analista.
Romney é também o preferido dos eleitores. Pesquisa Zogby divulgada em julho apontou que 26% dos entrevistados estariam mais dispostos a votar em McCain caso o empresário fosse seu companheiro de chapa. Ex-governador de Massachusetts, Romney é visto por 11% dos eleitores como alguém que os tornariam menos propensos a votar na chapa republicana.
Como Pawlenty, Romney preferiu não dar pistas sobre se vai ser escolhido por McCain. "Eu não tenho nada para vocês agora", disse a repórteres em evento de arrecadação na Califórnia, nesta quinta-feira.
Outra aposta da mídia americana é o governador Tom Ridge. Ex-governador da Pensilvânia, Ridge, 63, também foi o primeiro secretário de Segurança Interna de George W. Bush. Em sua casa em Washington, negou ter planos de viagem para esta sexta-feira.
Leia mais
- Análise: O sonho americano de Barack Obama
- Leia a íntegra do discurso de Barack Obama na Convenção Democrata
- Obama, de ilustre desconhecido a candidato democrata à Casa Branca
- Obama detalha propostas e critica McCain em discurso histórico
- Discurso grandioso de Obama pode acabar em revés, dizem analistas
Livraria da Folha
Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar