Rússia cogita instalar bases militares na Ossétia do Sul
da France Presse, em Moscou
da Folha Online
Em meio à crescente tensão no Cáucaso, o vice-presidente do Parlamento da Ossétia do Sul afirmou que a Rússia assinará, na próxima semana, um acordo para instalar bases militares na região separatista georgiana. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Interfax.
| Arte/Folha Online |
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"A assinatura de um acordo de cooperação interestatal e de deslocamento de bases militares russas no território da Ossétia do Sul (...) acontecerá em 2 de setembro", disse o vice-presidente Tarzan Kokoiti.
A Rússia reconheceu nesta semana a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, outra região separatista georgiana. A iniciativa foi alvo de fortes críticas dos países ocidentais, que também exigem a retirada total das tropas russas da Geórgia.
A região vive sob forte tensão desde o início do mês, quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. O conflito se estendeu, então, para a Abkházia.
União Européia
Ontem, o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, afirmou que a UE estudava impor sanções contra a Rússia pelo conflito. Nesta sexta-feira, no entanto, fontes do Palácio do Eliseu negaram a informação. "Não chegou a hora das sanções", divulgou hoje a Presidência francesa da UE.
Os líderes dos 27 países-membros do bloco, que participarão na segunda-feira (1º), em Bruxelas, da reunião extraordinária convocada pelo presidente francês e da União Européia, Nicolas Sarkozy, insistirão que o acordo de cessar-fogo, de seis pontos, deve ser cumprido em sua totalidade.
Sarkozy, que intermediou esse acordo em 12 de agosto, assinado por Rússia e Geórgia, insistiu há dois dias que as tropas russas devem retirar-se imediatamente para suas posições anteriores ao início das hostilidades na Ossétia do Sul.
O reconhecimento, pela Rússia, da independência das regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul foi condenado com firmeza por UE, Estados Unidos e outros países ocidentais.
A Casa Branca divulgou, no entanto, que é 'prematuro' contemplar sanções americanas contra a Rússia. "Seguimos em uma fase de diálogo com Moscou, não em uma fase de sanções", indicaram, por sua parte, as fontes do Palácio do Eliseu.
Os embaixadores dos países da UE, reunidos ontem em Bruxelas para preparar a cúpula da próxima segunda-feira, concordaram que as ações da Rússia na crise são inaceitáveis, e devem ter conseqüências nas relações do país com a Europa, mas em nenhum momento falaram da possibilidade de impor sanções.
Com Efe
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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