Mundo
29/08/2008 - 11h50

Governadora do Alasca será vice do republicano McCain

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da Folha Online

Atualizado às 13h18

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, escolheu a governadora do Alasca, Sarah Palin, como vice em sua chapa, informaram a rede de TV CNN e o jornal "The New York Times" nesta sexta-feira, a poucas horas do evento no qual espera-se que a escolha --uma surpresa para analistas e imprensa-- seja confirmada.

Brian Wallace/AP
A governadora do Alasca, Sarah Palin, foi escolhida como vice na chapa de McCain
A governadora do Alasca, Sarah Palin, foi escolhida como vice na chapa de McCain

Palin, 44, é a primeira mulher e a mais jovem a assumir o governo do Alasca. Ela faz contraponto à idade de McCain, que completa 72 anos nesta sexta, e pode ajudá-lo a conquistar o eleitorado feminino. Por outro lado, conforme observa o "NY Times", Palin, que assumiu o governo do Alasca há apenas dois anos, pode representar uma ameaça a um dos argumentos mais utilizados pelos republicanos contra o candidato democrata, Barack Obama --o argumento da inexperiência.

Sarah tem reputação de apoiar padrões éticos firmes. Segundo o "NY Times", ela é tida como uma cristã conservadora e se descreve como "mãe do hóquei". Na primeira sessão legislativa de seu governo, Palin aprovou uma legislação para endurecer os limites éticos.

Mais cedo, o favorito à vaga, o governador de Minnesota, Tim Pawlenty, havia afirmado a uma rádio estadual que não iria hoje para a cidade de Dayton, em Ohio. Outro cotado que também já tinha negado a escolha, desta vez ao canal Fox News, era o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney.

O anúncio de McCain acontece no dia seguinte ao término da Convenção Nacional Democrata --provavelmente para assumir a atenção que, durante toda a semana, foi dedicada aos rivais. A Convenção Nacional Republicana começa na segunda-feira (1º).

Democratas

Ontem, a Convenção Democrata chegou ao auge com o discurso de aceitação da candidatura feito pelo senador Barack Obama em um estádio, diante de mais de 75 mil pessoas. Ele havia anunciado seu candidato a vice, Joe Biden, no sábado passado (23). Na ocasião, os analistas disseram que a escolha de Biden visaria colocá-lo em confronto direto com McCain de forma a poupar a imagem de Obama.

No discurso de ontem, porém, Obama partiu para o ataque a McCain. Disse que ele seria a continuação do governo de George W. Bush; que defende a concessão de "incentivos fiscais a corporações que transferem nossos empregos para fora do país"; que não é favorável ao desenvolvimento de formas alternativas ao petróleo; e que "não entende a classe média".

"Estamos aqui porque amamos muito este país para permitir que os próximos quatro anos não sejam como os últimos oito", disse Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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