Mundo
29/08/2008 - 14h22

Em discurso, Sarah Palin se apresenta como herdeira de Hillary Clinton

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colaboração para a Folha Online

A governadora do Alasca, Sarah Palin, aceitou oficialmente o cargo de vice-presidente da chapa republicana nesta sexta-feira, em discurso em Dayton, Ohio. Diante da platéia entusiasmada, ela se apresentou como a mulher que levará a diante a conquista histórica da senadora Hillary Clinton.

"Foi incrível que Hillary Clinton tenha deixado 18 milhões de rachaduras no telhado. Contudo, parecia que as mulheres não haviam chegado lá", disse, em referência aos 18 milhões de votos que a ex-pré-candidata democrata --a primeira mulher com chances reais à Presidência-- recebeu nas primárias.

"Agora, podemos quebrar este telhado de uma vez por todas", completou, ovacionada pelo público.

Apresentada por John McCain como "a parceira perfeita para trabalhar por aqueles que precisam, contra a corrupção e as políticas falidas do passado", Palin pode ser um ótimo reforço para conquistar o eleitorado feminino, em especial as eleitoras de Hillary que continuam inconformadas com sua derrota para Barack Obama.

Mark Lyons/Efe
MEL01 FAIRBORN (ESTADOS UNIDOS) 29/8/2008.- El candidato republicano a la presidencia de los Estados Unidos, John McCain, (i), y la gobernadora por Alaska Sarah Palin durante un acto electoral en la Universidad Estatal de Wright enFairborn, Ohio, EEUU, hoy 29 de agosto de 2008. El aspirante republicano a la Casa Blanca, John McCain, presentó hoy oficialmente a la gobernadora de Alaska, Sarah Palin, como su candidata a la Vicepresidencia, a la que describió como un azote contra la corrupción y el malgasto público. EFE/Mark Lyons
Sarah Palin discursa pela primeira vez como companheira de chapa de John McCain

Desconhecida no cenário nacional, Palin usava um chamativo broche da bandeira americana e subiu ao palco não apenas para aceitar o convite de McCain, mas para se apresentar aos eleitores e ao mundo. Veja perfil

Governadora do Alasca, Estado pouco significativo para as eleições gerais, ela é importante para McCain porque representa a ala mais conservadora do partido, que vê com receio algumas posições do senador.

Contra o aborto e cristã, Palin explicou ao público que formou sua carreira política com base na luta contra a corrupção, o desperdício do orçamento público e, principalmente, na luta contra os lobistas e os interesses pessoais na política.

Seu histórico político está atrelado ao desenvolvimento de um gasoduto de US$ 40 bilhões no Alasca, que "que vai ajudar a liberar a América de sua dependência de petróleo estrangeiro". Este é um dos pontos mais importantes da política econômica e energética de McCain que agora conta com o apoio da governadora do Estado onde está uma das maiores reservas de petróleo e gás natural dos EUA, a Wildlife Refuge.

Contra-ataque

Combatendo diretamente as duras críticas de Obama em seu discurso desta quinta, Palin disse ainda que McCain é o líder que mais "se apresentou como opositor da ordem convencional" e da velha política de Washington.

"Este é um momento no qual princípios e independência política importam mais do que partido. E McCain esteve sempre pronto para servir seu país e não apenas seu partido", ressaltou.

Destacando o histórico militar de McCain, um período que o próprio senador ainda reluta em ressaltar em sua campanha, Palin agradou o público a dizer que "há um único candidato que verdadeiramente lutou" pelos EUA, uma referência aos anos em que McCain lutou na Guerra do Vietnã. "Ele mostrou suas qualidades nos lugares mais sombrios, a serviço de seu país. Este homem é John McCain", disse, com a autoridade de mãe de um dos milhares de soldados americanos que lutou na Guerra do Iraque.

"McCain defendeu sua posição a favor da guerra nos momentos mais duros. Como mãe de um destes soldados, este é o tipo de homem que quero como comandante-em-chefe", completou, novamente ovacionada pelo público.

O anúncio de Palin como candidata a vice-presidente republicana foi uma surpresa para analistas e jornalistas. Ela não estava na lista das apostas na qual figuravam nomes como Tim Pawlenty, governador de Minnesota, e os ex-pré-candidatos-republicanos Mitt Romney e Mike Huckabee.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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