França descarta sanções à Rússia
da Efe, em Paris
A França, que ocupa a Presidência rotativa da União Européia (UE), deve descartar a imposição de sanções à Rússia na cúpula extraordinária do bloco na próxima segunda-feira, informou uma fonte do Palácio do Eliseu nesta sexta-feira.
A intenção da UE será enviar uma mensagem firme a Moscou para que cumpra totalmente o acordo de cessar-fogo com a Geórgia, assinado dia 12 pelos dois países, com a mediação do presidente francês Nicolas Sarkozy.
Desde o começo de agosto, o Kremlin e Tbilisi entraram em conflito pelo controle das regiões separatistas da Ossétia do Sul e Abkházia, em solo georgiano. Nesta sexta-feira, A Geórgia rompeu relações diplomáticas com a Rússia, que não completou a retirada de suas tropas do país vizinho, como havia se comprometido em um acordo de cessar-fogo.
"Não chegou a hora de sanções", afirmou uma fonte do Palácio do Eliseu, sinalizando que os alertas da UE deverão se centrar na aplicação do acordo de cessar-fogo.
Nesta quinta-feira (28), o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou que a UE está contemplando a possibilidade de impor sanções, "além de muitos outros meios". Mais tarde, porém, ele destacou que a França não propunha sanções.
"Alguns países (europeus) proporão sanções, mas outros as rejeitarão", declarou, antes de defender que o mais importante para a UE é mostrar sua "unidade" perante a Rússia.
Condenação
A UE já condenou o reconhecimento por Moscou da independência das regiões separatistas georgianas da Abkházia e Ossétia do Sul.
A Presidência francesa do bloco deseja que na segunda-feira se sublinhe o caráter "inaceitável" dessa ação, em linha com a afirmação de Sarkozy há dois dias ao denunciar a pretensão da Rússia de mudar "unilateralmente" as fronteiras da Geórgia.
A Geórgia anunciou hoje a ruptura das relações diplomáticas com a Rússia e seu embaixador em Paris, Mamuka Kudava, pediu aos europeus para examinarem "seriamente" a possibilidade de sanções contra Moscou. "É a hora da verdade para a Europa", disse o diplomata em entrevista coletiva.
A possibilidade de sanções foi evocada pelos países partidários da linha mais firme contra a Rússia, como a Polônia e outros antigas repúblicas soviéticas que agora são membros da UE.
"Bom senso"
No entanto, a posição não é compartilhada por países como França e Alemanha, cujo chanceler, Frank-Walter Steinmeier, rejeitou a idéia de sanções, pois "nesta complicada situação política é necessário manter um resquício de bom senso".
A chanceler alemã, Angela Merkel, revelou que o resultado da cúpula dependerá "exclusivamente" do que a Rússia fizer nos próximos dias.
Em Paris, se afirma que "ninguém pensa hoje em uma ruptura com a Rússia" e que a questão de eventuais sanções deveria ser tratada na cúpula UE-Rússia prevista para 14 de novembro em Nice (sudeste da França).
O Conselho da UE dirá nesta segunda-feira que o acordo de seis pontos deve ser aplicado totalmente e que, enquanto isso, as relações com a Rússia permanecerão "sob observação", disseram as fontes.
De Moscou, onde já são percebidas as divisões na UE, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que espera que "a razão prevaleça sobre as emoções" na UE, e assegurou que a Rússia continuará sendo um fornecedor "seguro" de recursos energéticos ao Ocidente.
Mas a afirmação de Moscou, que completou "os seis pontos" do acordo de cessar-fogo é rejeitada pela União Européia. Paris exige que as tropas russas retirem os quatro postos de controle que mantêm entre as cidades georgianas de Poti e Senaki.
Outro assunto que terá de ser resolvido o mais rápido possível, segundo o Palácio do Eliseu, é o envio de observadores internacionais, sob a égide da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), para substituir as patrulhas russas no sul da Ossétia do Sul.
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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