Mundo
29/08/2008 - 18h49

França descarta sanções à Rússia

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da Efe, em Paris

A França, que ocupa a Presidência rotativa da União Européia (UE), deve descartar a imposição de sanções à Rússia na cúpula extraordinária do bloco na próxima segunda-feira, informou uma fonte do Palácio do Eliseu nesta sexta-feira.

A intenção da UE será enviar uma mensagem firme a Moscou para que cumpra totalmente o acordo de cessar-fogo com a Geórgia, assinado dia 12 pelos dois países, com a mediação do presidente francês Nicolas Sarkozy.

Desde o começo de agosto, o Kremlin e Tbilisi entraram em conflito pelo controle das regiões separatistas da Ossétia do Sul e Abkházia, em solo georgiano. Nesta sexta-feira, A Geórgia rompeu relações diplomáticas com a Rússia, que não completou a retirada de suas tropas do país vizinho, como havia se comprometido em um acordo de cessar-fogo.

"Não chegou a hora de sanções", afirmou uma fonte do Palácio do Eliseu, sinalizando que os alertas da UE deverão se centrar na aplicação do acordo de cessar-fogo.

Nesta quinta-feira (28), o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou que a UE está contemplando a possibilidade de impor sanções, "além de muitos outros meios". Mais tarde, porém, ele destacou que a França não propunha sanções.

"Alguns países (europeus) proporão sanções, mas outros as rejeitarão", declarou, antes de defender que o mais importante para a UE é mostrar sua "unidade" perante a Rússia.

Condenação

A UE já condenou o reconhecimento por Moscou da independência das regiões separatistas georgianas da Abkházia e Ossétia do Sul.

A Presidência francesa do bloco deseja que na segunda-feira se sublinhe o caráter "inaceitável" dessa ação, em linha com a afirmação de Sarkozy há dois dias ao denunciar a pretensão da Rússia de mudar "unilateralmente" as fronteiras da Geórgia.

A Geórgia anunciou hoje a ruptura das relações diplomáticas com a Rússia e seu embaixador em Paris, Mamuka Kudava, pediu aos europeus para examinarem "seriamente" a possibilidade de sanções contra Moscou. "É a hora da verdade para a Europa", disse o diplomata em entrevista coletiva.

A possibilidade de sanções foi evocada pelos países partidários da linha mais firme contra a Rússia, como a Polônia e outros antigas repúblicas soviéticas que agora são membros da UE.

"Bom senso"

No entanto, a posição não é compartilhada por países como França e Alemanha, cujo chanceler, Frank-Walter Steinmeier, rejeitou a idéia de sanções, pois "nesta complicada situação política é necessário manter um resquício de bom senso".

A chanceler alemã, Angela Merkel, revelou que o resultado da cúpula dependerá "exclusivamente" do que a Rússia fizer nos próximos dias.

Em Paris, se afirma que "ninguém pensa hoje em uma ruptura com a Rússia" e que a questão de eventuais sanções deveria ser tratada na cúpula UE-Rússia prevista para 14 de novembro em Nice (sudeste da França).

O Conselho da UE dirá nesta segunda-feira que o acordo de seis pontos deve ser aplicado totalmente e que, enquanto isso, as relações com a Rússia permanecerão "sob observação", disseram as fontes.

De Moscou, onde já são percebidas as divisões na UE, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que espera que "a razão prevaleça sobre as emoções" na UE, e assegurou que a Rússia continuará sendo um fornecedor "seguro" de recursos energéticos ao Ocidente.

Mas a afirmação de Moscou, que completou "os seis pontos" do acordo de cessar-fogo é rejeitada pela União Européia. Paris exige que as tropas russas retirem os quatro postos de controle que mantêm entre as cidades georgianas de Poti e Senaki.

Outro assunto que terá de ser resolvido o mais rápido possível, segundo o Palácio do Eliseu, é o envio de observadores internacionais, sob a égide da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), para substituir as patrulhas russas no sul da Ossétia do Sul.

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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