Líderes da União Européia se reúnem para discutir a crise na Geórgia
da Associated Press, na Bélgica
Os líderes da União Européia (UE) vão se reunir nesta segunda-feira para discutir a crise iniciada pela invasão russa na Geórgia e avaliar a situação da relação diplomática com o governo de Moscou.
Em uma reunião presidida pelo líder francês, Nicolas Sarkozy, eles avaliarão as limitadas opções de punição à Rússia por ter invadido o território georgiano e reconhecer a independência das separatistas Abkhazia e Ossétia do Sul.
As possíveis ações européias contra a Rússia incluem um boicote a Olimpíada de Inverno de 2014, em Sochi e redução das parcerias comerciais com Moscou. Sanções mais amplas parecem improváveis neste ponto.
Seguindo as orientações da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), os 27 líderes europeus devem demonstrar forte apoio à integridade territorial georgiana e sinalizar que relações normais com a Rússia são impossíveis enquanto seus soldados violaram o acordo de cessar-fogo.
A UE deve oferecer também mais apoio humanitário, econômico e moral ao governo georgiano.
Autoridades do grupo disseram que o bloco devem optar por pressão diplomática para isolar a Rússia como um vizinho e parceira não confiável.
Carta
"O comprometimento da Rússia com uma relação de compreensão e cooperação com o resto da Europa está em dúvida", escreveu Sarkozy, em carta pré-reunião enviada aos demais líderes do grupo.
"Depende da Rússia fazer uma escolha fundamental" e engajar-se com vizinhos e parceiros no esforço para resolver as disputas pacificamente, completou.
Sarkozy, cujo país lidera a UE, escreveu ainda que os líderes precisam "examinar seriamente as relações entre a União Européia e a Rússia", acrescentando que ele levou "uma mensagem clara e unida" a Moscou.
O presidente francês disse ainda que a UE precisa insistir para que Moscou retire suas tropas da Geórgia e esteja pronto para "assumir uma presença local em união com os esforços por uma solução pacífica e duradoura aos conflitos na Geórgia".
Em 7 de agosto, as forças georgianas atacaram a Ossétia do Sul, esperando reconquistar o controle da província separatista. As forças russas rejeitaram a ofensiva e invadiram a Geórgia para "garantir a paz na região".
Sarkozy desenhou um acordo de cessar-fogo em meados de agosto, mas a Rússia ignorou o pedido para que suas tropas retornassem à posição anterior ao conflito. O país quer que o acordo de cessar-fogo inclua bloqueios de zonas de segurança dentro do território georgiano.
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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