Republicanos tentam animar partidários em convenção, apesar do Gustav
MACARENA VIDAL
da Efe, em St. Paul (EUA)
A Convenção Nacional Republicana, que nomeará John McCain como candidato do partido à Casa Branca, começa esta segunda-feira (1º), em St Paul, com o objetivo de entusiasmar seus seguidores, apesar das mudanças forçadas pelo furacão Gustav.
O próprio McCain, que mudou seu programa para estar neste domingo no Mississipi, um dos Estados ameaçados pelo furacão, afirmou que o partido agirá "como norte-americanos primeiro e republicanos depois" e pediu aos organizadores da convenção "mudanças" para responder à situação no golfo do México.
A alteração mais significativa até o momento é a ausência do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e do vice-presidente, Dick Cheney, que não viajarão para St. Paul, em razão da gravidade da situação.
Em vez disso, Bush deve ir ao Texas, onde supervisionará a coordenação das tarefas de emergência. Depois, se dirigirá aos delegados na reunião, via satélite.
Estratégia
Um dos fatores que os republicanos querem evitar a qualquer custo é a associação com o desastre causado pelo furacão Katrina, que há três anos devastou Nova Orleans --a mesma região é, agora, é ameaçada por Gustav.
A ameaça do fenômeno e a possibilidade de serem acusados de estar comemorando enquanto parte do país sofre foram um golpe para a convenção, à qual os delegados chegaram com o moral alto devido à recuperação de McCain nas pesquisas antes da Convenção Nacional Democrata.
Sangue novo
Os republicanos também tinham recebido uma dose de otimismo depois que McCain anunciou, na sexta-feira (29), que sua candidata a vice-presidente será a governadora do Alasca, Sarah Palin. Ela, que falará quarta-feira (3) na convenção, tenta conquistar os votos das mulheres que, nas primárias, apoiavam a democrata Hillary Clinton e que agora estão decepcionadas com o fato de sua escolhida não ter conseguido um espaço no partido.
Os republicanos esperam que a chapa McCain-Palin possa atrair os independentes. O senador, com sua fama de não abaixar a cabeça para acatar as decisões de seu próprio partido, já é popular entre os eleitores, e espera que a escolha de uma governadora praticamente desconhecida sirva para atingir a mensagem de reforma e independência.
Além disso, Palin demonstra, aos 44 anos, uma juventude que McCain não tem. Com 72 anos, caso ganhe em novembro, será o presidente mais velho a assumir pela primeira vez a presidência dos Estados Unidos.
A insistência na mensagem de reforma e independência representa um problema para a campanha de McCain, que pretende desatrelar sua imagem em relação a Bush, cuja popularidade se encontra em níveis muito baixos.
Imagem
Os democratas usaram parte de sua campanha para relacionar McCain às políticas de Bush, principalmente no que diz respeito à Guerra do Iraque e ao desempenho na economia. Outra personalidade que "caiu" da lista de oradores na segunda-feira foi o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, por uma disputa estadual sobre orçamentos.
Ao contrário do discurso de Obama na quinta-feira, em um estádio com capacidade para 84 mil pessoas, McCain falará na sede da convenção, o XCel Energy Center.
Espera-se que mais de 45 mil pessoas participem da convenção, entre delegados, jornalistas e voluntários, segundo os números dos organizadores do evento.


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar