Mundo
31/08/2008 - 22h56

Republicanos tentam animar partidários em convenção, apesar do Gustav

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MACARENA VIDAL
da Efe, em St. Paul (EUA)

A Convenção Nacional Republicana, que nomeará John McCain como candidato do partido à Casa Branca, começa esta segunda-feira (1º), em St Paul, com o objetivo de entusiasmar seus seguidores, apesar das mudanças forçadas pelo furacão Gustav.

O próprio McCain, que mudou seu programa para estar neste domingo no Mississipi, um dos Estados ameaçados pelo furacão, afirmou que o partido agirá "como norte-americanos primeiro e republicanos depois" e pediu aos organizadores da convenção "mudanças" para responder à situação no golfo do México.

A alteração mais significativa até o momento é a ausência do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e do vice-presidente, Dick Cheney, que não viajarão para St. Paul, em razão da gravidade da situação.

Em vez disso, Bush deve ir ao Texas, onde supervisionará a coordenação das tarefas de emergência. Depois, se dirigirá aos delegados na reunião, via satélite.

Estratégia

Um dos fatores que os republicanos querem evitar a qualquer custo é a associação com o desastre causado pelo furacão Katrina, que há três anos devastou Nova Orleans --a mesma região é, agora, é ameaçada por Gustav.

A ameaça do fenômeno e a possibilidade de serem acusados de estar comemorando enquanto parte do país sofre foram um golpe para a convenção, à qual os delegados chegaram com o moral alto devido à recuperação de McCain nas pesquisas antes da Convenção Nacional Democrata.

Sangue novo

Os republicanos também tinham recebido uma dose de otimismo depois que McCain anunciou, na sexta-feira (29), que sua candidata a vice-presidente será a governadora do Alasca, Sarah Palin. Ela, que falará quarta-feira (3) na convenção, tenta conquistar os votos das mulheres que, nas primárias, apoiavam a democrata Hillary Clinton e que agora estão decepcionadas com o fato de sua escolhida não ter conseguido um espaço no partido.

Os republicanos esperam que a chapa McCain-Palin possa atrair os independentes. O senador, com sua fama de não abaixar a cabeça para acatar as decisões de seu próprio partido, já é popular entre os eleitores, e espera que a escolha de uma governadora praticamente desconhecida sirva para atingir a mensagem de reforma e independência.

Além disso, Palin demonstra, aos 44 anos, uma juventude que McCain não tem. Com 72 anos, caso ganhe em novembro, será o presidente mais velho a assumir pela primeira vez a presidência dos Estados Unidos.

A insistência na mensagem de reforma e independência representa um problema para a campanha de McCain, que pretende desatrelar sua imagem em relação a Bush, cuja popularidade se encontra em níveis muito baixos.

Imagem

Os democratas usaram parte de sua campanha para relacionar McCain às políticas de Bush, principalmente no que diz respeito à Guerra do Iraque e ao desempenho na economia. Outra personalidade que "caiu" da lista de oradores na segunda-feira foi o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, por uma disputa estadual sobre orçamentos.

Ao contrário do discurso de Obama na quinta-feira, em um estádio com capacidade para 84 mil pessoas, McCain falará na sede da convenção, o XCel Energy Center.

Espera-se que mais de 45 mil pessoas participem da convenção, entre delegados, jornalistas e voluntários, segundo os números dos organizadores do evento.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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