UE começa cúpula em que deve condenar a conduta russa na Geórgia
da Efe, em Bruxelas
da Folha Online
Os líderes da União Européia (UE) começaram nesta segunda-feira uma reunião extraordinária em Bruxelas (Bélgica) em que pretendem expressar total rejeição à conduta russa na Geórgia, embora não devam chegar a impor sanções.
"Não aceitamos a conduta russa, mas não é o momento de sanções", afirmou à imprensa, quando chegava à cúpula, a presidente da Finlândia, Tarja Halonen.
"Não vejo as coisas em termos de sanções", disse o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme.
| Arte/Folha Online |
![]() |
Os 27 países-membros da UE provavelmente condenarão o uso desproporcional da força por parte da Rússia, a violação da integridade territorial da Geórgia e o reconhecimento por Moscou da independência unilateral das regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia.
Os governantes europeus examinam um documento de conclusões de dez pontos no qual instam a Rússia a ter um "comportamento responsável" e "fiel ao conjunto de seus compromissos".
De acordo com a evolução da situação e se a Rússia respeitar ou não todos os compromissos assumidos no acordo de cessar-fogo negociados pela Presidência francesa da UE, os 27 países-membros do bloco "poderiam tomar decisões" sobre a continuação do diálogo com Moscou e sobre o futuro das relações bilaterais.
Minuta
Segundo a minuta de conclusões, os líderes europeus consideram que "a crise na Geórgia colocou a relação entre UE e Rússia em uma encruzilhada".
A UE se declarará hoje "gravemente preocupada" com o conflito na Geórgia, com a violência e o sofrimento causado e com "a reação desproporcional da Rússia".
Também condenará "firmemente" a decisão unilateral da Rússia de reconhecer a independência das regiões separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul.
A UE se mostrará disposta a participar, com presença na região, do mecanismo internacional de supervisão, destinado a substituir as medidas adicionais de segurança permitidas transitoriamente às forças russas dentro da zona adjacente à Ossétia do Sul.
O bloco europeu também considera a possibilidade de enviar sua própria missão de observação.
Em relação à Geórgia, o Conselho Europeu se declarará disposto a fornecer ajuda para a reconstrução do país, "inclusive das regiões da Ossétia do Sul e da Abkházia".
Como reforço das relações com Tbilisi, a UE está disposta a negociar a facilitação de vistos para os cidadãos georgianos e o eventual início de uma zona de livre-comércio "completa e profunda".
Por último, a UE pretende convocar uma conferência internacional de doadores para a reconstrução da república caucasiana.
Conflito
A região vive sob forte tensão desde o início do mês, quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. O conflito se estendeu, então, para a Akbházia.
Rússia e Geórgia assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.
A Abkházia também declarou a independência unilateral no início dos anos 90 e já demonstrou vontade de se juntar ao território russo. Os auto-proclamados presidentes das duas regiões se reuniram com Medvedev em meio aos conflitos.
Leia mais
- Apoio à Geórgia é "erro histórico" do Ocidente, diz Rússia
- Rússia desafia Ocidente e faz alerta antes de cúpula da UE sobre Geórgia
- Mesmo sob críticas, Medvedev mantém reconhecimento de regiões separatistas
- Medvedev conversa com líderes europeus para amenizar tensão diplomática
- Líderes da União Européia se reúnem para discutir a crise na Geórgia
Livraria da Folha
Especial



avalie fechar
avalie fechar
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
avalie fechar