Mundo
01/09/2008 - 16h34

Políticos do Alasca criticam mudança de postura de Sarah Palin

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da Reuters, em Anchorage

O primeiro discurso da governadora do Alasca, Sarah Palin, como candidata a vice do Partido Republicano atraiu aplausos no comício em Ohio, porém foi criticado por eleitores no remoto Estado americano. Palin foi aplaudida ao dizer rejeitou os fundos do Congresso para construir "uma ponte para lugar nenhum".

Na cidade de Ketchikan, o local onde seria construída a ponte "para lugar nenhum", líderes políticos de ambos os partidos disseram que a declaração de Palin foi falsa. Eles dizem que o projeto --ligado a lobistas e interesses pessoais-- foi endossado pelos congressistas do Alasca durante a candidatura de Palin ao governo.

O projeto para a ponte, que ligaria Ketchikan a Gravina Island, onde vivem poucas dezenas de pessoas, pedia orçamento de US$ 223 milhões em 2005. Na época, a idéia milionária foi usada por críticos, incluindo o atual candidato à Presidência republicano, John McCain, como exemplo de desperdício de recursos federais.

Na candidatura ao governo, em 2006, Palin disse ter ficado ofendida com o termo "ponte para lugar algum", acusam o prefeito de Ketchikan, o democrata Bob Weinstein, e Mike Elerding, o republicano que coordenava a campanha de Palin na cidade.

"As pessoas estão aprendendo que ela nos usou ao dizer que defendia a ponte. Quando ela descobriu que era politicamente vantajoso para ela no cenário nacional, abruptamente ela começa a usar o mesmo termo que ela disse ser insultante", disse Weinstein.

Fúria

Diante da rejeição nacional à construção da ponte, o Congresso retirou o projeto, e o Alasca ficou com a quantia para investir em transporte. Em 2007, Palin anunciou que interromperia os trabalhos no projeto controverso --ganhando admiradores entre críticos de todo o país. A atitude também fez sua imagem como uma republicana reformista.

O Estado, contudo, nunca devolveu o dinheiro recebido originalmente para o projeto da ponte de Gravina Island, afirmaram Weinstein e Elerding. Eles dizem que "dezenas de milhares de dólares" foram gastos na construção de estradas que levam à ainda inexistente ponte. "Ela disse 'não, obrigada', mas manteve o dinheiro", disse Elerding, sobre o discurso de Palin.

O ex-porta-voz da Casa dos Representantes Gail Phillips, republicano, também critica a mudança de opinião de Palin sobre a ponte. "Você não diz a um grupo de pessoas do Alasca que apóia algo e depois vai a outro lugar e diz que se opõe", disse Phillips, que apoiava o rival democrata de Palin na disputa governamental de 2006.

Um comunicado enviado à imprensa em 21 de setembro de 2007, Palin diz ter cancelado os trabalhos do projeto por causa do aumento dos custos estimados. "É claro que o Congresso teve pouco interesse em gastar mais em uma ponte entre Ketchikan e Gravina Island", dizia Palin, no texto. "Muito da atitude pública em relação a pontes no Alasca é baseada em retratos inapropriados dos projetos daqui", completou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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