Mundo
01/09/2008 - 19h52

Em evento burocrático, republicanos aprovam nova plataforma

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colaboração para a Folha Online

Depois de mais de uma hora de intervalo, os republicanos reiniciaram a Convenção Nacional Republicana para aprovar a nova plataforma do partido, com as diretrizes que devem orientar seus políticos eleitos nos próximos quatro anos.

Em um evento de tom burocrático e sem o clima de grande espetáculo que marcou o evento democrata, o legislador Kevin McCarthy subiu ao palco para apresentar aos delegados o novo texto que "tem a metade do peso e o dobro da ousadia" da plataforma anterior.

"O texto anterior tinha 40 mil páginas que não eram lidas por ninguém", disse McCarthy, em referência ao texto que citava o nome do presidente George W. Bush em praticamente todas as páginas.

Normalmente moldadas em torno das políticas de seu candidato presidencial, a plataforma deste ano é marcada pela ausência do nome do candidato presidencial John McCain. Sob críticas de que é liberal demais para os republicanos --um partido historicamente associado ao conservadorismo--, McCain preferiu deixar suas propostas somente para a campanha presidencial.

"A nossa nova plataforma é a defesa do cidadão americano comum, do modo de vida americano, da paixão por liberdade, dedicação à Constituição que protege e preserva a liberdade", disse ainda McCarthy.

Em uma seqüência de críticas indiretas, McCarthy disse ainda que a nova plataforma republicana vai provar que há diferença entre os partidos.

"Existem pessoas que não querem usar os recursos americanos e isso significa mais petróleo do Iraque. Nós descordamos.", disse, sob aplausos.

"Existem pessoas que acreditam que Washington tem todas as soluções. Nós acreditamos que a solução está em cada cidade deste país, acreditamos em mais responsabilidades das esferas menores e menos burocracia", continuou.

Sob o grande tema da noite --o país em primeiro lugar--, o legislador disse: "a plataforma mostra que nós somos mais que republicanos, somos americanos e os americanos merecem apenas o melhor."

União

Segundo o senador Richard Burr, outro membro do comitê responsável por redigir o texto, a plataforma "é sobre o futuro e não o passado, é sobre idéias e não personalidade, é sobre construir uma América maior e não um governo maior".

"A plataforma está baseada no conhecimento acumulado por gerações e mostra o que o governo pode conquistar ao confiar nas suas potencialidades. É uma estrada para uma América melhor".

Burr também aproveitou a oportunidade para criticar indiretamente os democratas, ressaltando a união dos republicanos em torno de seu candidato John McCain. a união partidária foi o grade tema da convenção democrata que contou com pedidos insistentes para que os eleitores apoiassem Barack Obama.

"Somos unidos porque temos princípios coerentes que falam com todos os americanos, republicanos, independentes e até liberais", disse.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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