Mundo
01/09/2008 - 20h31

Gustav é o centro das atenções no primeiro dia de convenção republicana

Publicidade

colaboração para a Folha Online

Os republicanos encerram o primeiro dia de sua Convenção Nacional sem grandes discursos ou elogios ao seu candidato John McCain. Diante da ameaça do furacão Gustav, republicanos trocaram espetáculo de McCain por burocracia política e pedidos de doações.

Com a agenda restrita ao "estritamente necessário" para garantir a nomeação de McCain, os republicanos deram início ao evento, em St. Paul, Minnesota, com pedido de doações de dezenas de delegados para as pessoas afetadas pelo furacão Gustav, que tocou a costa americana nesta segunda-feira.

O presidente do Comitê Republicano Nacional, Mike Duncan, pediu que os presentes que pegassem seus celulares e enviassem mensagem que representa doação de US$ 5 ao comitê de desastres da Cruz Vermelha.

"Haverá ainda muitas outras oportunidades para doações. Embora fiquemos preocupados pelos nossos concidadãos, precisamos lutar pelo nosso futuro. Para isso precisamos de um líder que saiba utilizar o melhor de nossos recursos e este líder é John McCain", disse, em um breve elogio ao republicano.

Diante da mudança de planos, e das atenções voltadas às conseqüências do furacão, os republicanos decidiram aproveitar o máximo do momento e transformar o que deveria ser espetáculo político em uma maratona de recolhimento de doações.

Discursos

As duas únicas figuras de destaque do dia, a primeira-dama Laura Bush e a mulher de McCain, Cindy, foram breves no discurso e insistentes nos pedidos de doação.

"Os desafios continuarão nos próximos dias e eu peço que nos unamos aos que necessitam", disse. "Como John [McCain] disse nos últimos dias, é a hora de tirar chapéu republicano e vestir chapéu americano", continuou, na única citação ao seu marido.

'Neste espírito, pedimos que entrem em nosso site Causegreater.org e nos ajudem a auxiliar todas as vítimas do Gustav", continuou, em um breve discurso que não deve ter os efeitos e a repercussão do aplaudido discurso de Michelle Obama, mulher do presidenciável democrata.

Já a primeira-dama não poupou elogios aos republicanos, embora nenhum deles tenha sido voltado a McCain. Primeiro, lembrou os esforços do marido, o presidente George W. Bush, nas ações de retirada na costa americana.

"Eu quero contar a todos que eu o presidente George W. Bush estamos preocupados com o bem estar daqueles vivendo na costa do golfo. [...] O presidente Bush está conversando com os governadores dos Estados da costa e visitou o escritório de operações de emergência, em Austin [Texas] para garantir que eles tenham tudo que precisarem do governo federal", disse.

Depois aos governadores dos Estados da região, que não puderam comparecer ao evento por causa dos esforços para a chegada de Gustav. "Durante nossa estada na Casa Branca, conhecemos todos estes governadores que são pessoas maravilhosas e estão fazendo um trabalho fantástico", disse, antes da exibição das gravações dos governadores do Alabama, Mississippi, Flórida e Texas.

Mudança

Para os próximos dias, o cenário é mais promissor. O diretor da campanha republicana, Rick Davis, confirmou nesta segunda-feira que McCain aceitará a candidatura em Saint Paul, como estava previsto, e se mostrou otimista em retomar a agenda inicial da convenção nacional.

Em coletiva de imprensa nesta segunda, os organizadores da reunião adotaram um tom positivo sobre a perspectiva de restabelecer a agenda prevista durante o resto da semana. "Estamos mais otimistas em relação à ontem". Não contamos com planos de contingência para fazê-lo [o discurso de McCain] fora da cidade", afirmou Davis.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca