Presidente da Rússia diz que Moscou não teme exclusão do G8
da Folha Online
O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou nesta terça-feira que seu país não teme uma possível exclusão do Grupo dos Oito (G8, que reúne as sete nações mais ricas e a Rússia), em retaliação a suas ações na Geórgia e ao reconhecimento da independência das regiões separatistas da Ossétia do Sul e Abkházia.
"Não tememos uma exclusão do G8. Mais ainda, consideramos que o atual G8 não é capaz de solucionar certos problemas sem a participação de outros países", assegurou Medvedev em declarações à televisão pública italiana RAI, segundo informou o Kremlin em comunicado.
Medvedev, que em outras ocasiões havia defendido a entrada no G8 de países como China, Índia e Brasil, vinculou os rumores sobre a exclusão russa do grupo com a campanha para as eleições presidenciais americanas.
Ele também reconheceu que as relações entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não passam por um bom momento, embora tenha ressaltado que não se deve "dramatizar" a situação. "Não é nada difícil suspender as relações se assim desejarem nossos parceiros, mas, do meu ponto de vista, eles saem perdendo", comentou.
Medvedev, que reconheceu há uma semana a independência das regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul, qualificou o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, de "cadáver político" e assegurou que ele "não existe mais" para Moscou.
Além disso, reiterou que é o presidente da Rússia e que é dele a responsabilidade "de tomar a decisão sobre o uso das Forças Armadas" do país. "Essa é minha responsabilidade. E, em algumas ocasiões, tenho que tomar tais decisões", disse.
Cúpula da UE
Nesta segunda-feira (01), durante uma cúpula extraordinária em Bruxelas, os chefes de Estado e de governo da União Européia (UE) decidiram suspender as discussões sobre uma parceria estratégica com Moscou enquanto as tropas russas não se retirarem da Geórgia.
"Enquanto a retirada das tropas não for finalizada, as reuniões para a negociação do acordo de parceria ficarão suspensas", disseram os dirigentes dos 27 países membros em sua declaração comum, ao término de uma cúpula extraordinária em Bruxelas.
As negociações sobre uma parceria estratégica com Moscou, que começaram em julho e deviam continuar no dia 15 de setembro em Bruxelas, tinham como objetivo intensificar as relações econômicas, energéticas e políticas entre Rússia e UE.
Crise
Em meados de agosto, o presidente francês Nicolas Sarkozy negociou um acordo de cessar-fogo em seis pontos para resolver o conflito entre Rússia e Geórgia, que se prolonga por quase um mês. A crise teve início quando Tbilisi tentou retomar o controle da região separatista pró-russa da Ossétia do Sul e Moscou reagiu atacando as tropas georgianas.
Embora os dois países tenham assinado o acordo, dia 12 de agosto, Moscou não completou a retirada de suas tropas da Geórgia e, na semana passada, reconheceu a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia.
Com France Presse e Efe
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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