EUA negam envio de armas camufladas à Geórgia
da Folha Online
O Pentágono rejeitou nesta terça-feira a acusação do governo da Rússia de que os Estados Unidos teriam enviado armas à Geórgia, escondidas em cargas indentificadas como itens de ajuda humanitária.
Essas acusações são "falsas, incertas, infundadas e sem sentido", disse o porta-voz do Pentágono Bryan Whitman. "Todas as provisões entregues à Geórgia foram material para aliviar a crise humanitária que a invasão russa causou ao país", acrescentou.
Desde que começou o conflito entre Rússia e Geórgia, a Força Aérea americana fez 62 viagens e a Marinha enviou dois navios ao Mar Negro para entregar 1.138 toneladas de ajuda humanitária a Tbilisi.
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Andrei Nesterenko, declarou ontem que "existe a suposição de que nos envios poderia ter não só cargas civis, mas componentes militares", algo que Whitman rejeitou categoricamente.
O porta-voz do Pentágono assinalou que "a necessidade de ajuda humanitária ainda existe na ex-república soviética e os EUA vão continuar enviando ajuda, sempre e quando for necessário".
Novos desembarques
Nesterenko denunciou ainda que "embora tenham ocorrido avanços" nas negociações entre os dois países, as tropas russas continuam em território georgiano, o que chamou de "uma violação do cessar-fogo" assinado no mês passado entre Rússia e Geórgia. Whitman informou que os navios McFaul e Dallas já terminaram sua missão humanitária na Geórgia, e serão substituídos pelo Mount Whitney, que entregará mais provisões nos próximos dias.
Entre o material entregue estavam berços, barracas, rações de comida, provisões médicas e outros produtos de necessidade básica.
Crise
Em meados de agosto, o presidente francês Nicolas Sarkozy negociou um acordo de cessar-fogo em seis pontos para resolver o conflito entre Rússia e Geórgia, que se prolonga por quase um mês. A crise teve início quando Tbilisi tentou retomar o controle da região separatista pró-russa da Ossétia do Sul e Moscou reagiu atacando as tropas georgianas.
Embora os dois países tenham assinado o acordo, dia 12 de agosto, Moscou não completou a retirada de suas tropas da Geórgia e, na semana passada, reconheceu a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia.
Com Efe
Leia mais
- Rússia diz já ter cumprido acordo de paz com Geórgia
- De olho na Geórgia, Transdnístria celebra "independência"
- Sarkozy se reúne com presidente da Rússia dia 8
- UE suspende negociação de acordo com Rússia
- Rússia suspeita que ajuda do Ocidente à Geórgia incluiu armas
- UE começa cúpula em que deve condenar a conduta russa na Geórgia
- Apoio à Geórgia é "erro histórico" do Ocidente, diz Rússia
- Rússia desafia Ocidente e faz alerta antes de cúpula da UE sobre Geórgia
- Mesmo sob críticas, Medvedev mantém reconhecimento de regiões separatistas
- Medvedev conversa com líderes europeus para amenizar tensão diplomática
Especial
- Leia a cobertura completa do conflito
- Leia o que já foi publicado sobre a Geórgia
- Leia o que já foi publicado sobre a Ossétia do Sul
- Leia o que já foi publicado sobre a Rússia
Livraria da Folha



avalie fechar
avalie fechar
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
avalie fechar