Mundo
03/09/2008 - 13h02

Fidel Castro diz que Gustav foi como bomba atômica para Cuba

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da Folha Online

O ex-ditador cubano Fidel Castro afirmou nesta quarta-feira, em um artigo, que a passagem do furacão Gustav pelo país surtiu efeitos similares aos de uma "bomba atômica".

No artigo, Fidel afirma que, ao ver na TV imagens da devastação que o furacão causou na Ilha da Juventude, lembrou "da desolação que vi quando visitei Hiroshima, que foi atacada pela primeira bomba atômica em agosto de 1945". "A batalha agora é alimentar as vítimas", afirmou, pedindo esforço da população. "Ninguém pode fazer isso por nós."

No total, as autoridades cubanas conseguiram retirar 467 mil pessoas da rota do furacão. Foram registrados 19 feridos e nenhum morto.

Quando chegou a Cuba, no sábado (30), o Gustav estava na categoria 4, com ventos a 220 km/h. Muitos imóveis tiveram os telhados danificados, e árvores e postes foram retirados do solo. Cerca de 100 mil casas sofreram danos, conforme o governo cubano.

Fidel, 82, está afastado do poder desde fevereiro passado devido a problemas de saúde.

Estados Unidos

Depois de atravessar Pinar del Rio, em Cuba, o Gustav perdeu força e, com categoria 2, chegou aos Estados Unidos. Com medo, a população de Louisiana já havia desertado.

O Gustav passou pelos EUA na segunda-feira (1º), e muitos locais de Louisiana continuam sem energia elétrica, água ou esgoto. Ontem (2), algumas pessoas começaram a retornar para suas casas, mas o prefeito da cidade de Nova Orleans, símbolo da devastação feita pelo Katrina em 2005, pediu cautela.

Nesta quarta, o presidente dos EUA, George W. Bush, visita a Louisiana. No total, os EUA atribuem nove mortes à passagem do Gustav.

 

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