Mundo
03/09/2008 - 19h20

Ike vira furacão no Caribe; Hanna mata 26 no Haiti

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da Folha Online

A tempestade tropical Ike se fortaleceu, alcançando a categoria 1 de furacão, no oceano Atlântico, nesta quarta-feira, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês).

Com isso, o Ike se tornou o quinto furacão da temporada atlântica deste ano. A velocidade de seus ventos é de 129 km/h ele se localiza 1.080 km a nordeste das Ilhas Leeward, no Caribe. Mas ainda é muito cedo para dizer se o Ike representa uma ameaça.

Sua chegada em solo americano deve acontecer após a passagem da tempestade tropical Hanna, que matou ao menos 26 pessoas no Haiti e alagou a cidade de Gonaives, segundo dados divulgados por autoridades locais nesta quarta-feira.

Reuters
Homem pede carona durante enchente nos arredores de Gonaives
Homem pede carona durante enchente nos arredores de Gonaives

Em Santo Domingo (República Dominicana), ao menos 7.500 pessoas tiveram que deixar suas casas, para fugir do fenômeno.

Boletim divulgado nesta quarta-feira pelo Centro Nacional de Furacões americano (NHC, em inglês) informou que a Hanna está aumentando de tamanho, mas não está ficando mais forte. Ela deverá chegar à costa leste dos Estados Unidos ainda nesta semana, como furacão.

Segundo os meteorologistas americanos, a tempestade Josephine, que se formou após o furacão Ike, está perdendo força.

EUA em alerta

O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos pediu aos americanos nesta quarta-feira para que se mantenham alerta frente à chegada das tempestades tropicais Hanna e Josephine, além do furacão Ike.

O organismo recomenda que os americanos estejam preparados, que reservem materiais de emergência e se mantenham atentos à evolução das tempestades e às indicações do departamento sobre o que precisa ser feito caso elas se tornem furacões.

O furacão "Gustav", que entrou pela costa do Golfo do México, causou inundações no Estado da Louisiana e blecautes que duraram horas e afetaram milhares de pessoas.

Entre as medidas de alerta para a população estão: ter provisões de água e comida para cada membro da família para pelo menos três dias, assim como rádio, pilhas e uma lanterna.

O diretor da Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema), David Paulison, afirmou hoje que, em antecipação aos eventos, "já têm equipamentos de emergência preparados em Atlanta, Flórida e Carolina do Norte".

Segundo ele, também foram deslocadas equipes ao Estado da Geórgia e da Carolina do Norte e do Sul para coordenar os preparativos de emergência. De acordo com a evolução das tempestades "veremos como agir", disse Paulison.

O Departamento de Estado também fez uma chamada para que os cidadãos americanos "considerem o risco" de viajar às Bahamas e a outras ilhas do Caribe, onde se encontram as tempestades.

O governo dos EUA prevê que 14 a 18 tempestades tropicais irão se formar durante toda a atual temporada --que começou em 1º de junho e dura seis meses. O número está acima da média histórica, que é de dez.

Haiti

"Não podemos fechar um balanço ainda, mas tenho a impressão de que há muitos mortos", disse à agência de notícias France Presse Youdeline Joseph, responsável pela Defesa Civil de Gonaives, a cidade mais afetada por Hanna. "O que alivia é que o nível de água começa a baixar em alguns bairros e que as pessoas tentam sair para buscar abrigo."

Outros dois fenômenos --o Gustav e a Fay-- deixaram 77 e 40 mortos no Haiti, recentemente. Quando passou pelo Haiti, Hanna era um furacão categoria 1.

Com France Presse, Associated Press e Reuters

 

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