Ike vira furacão no Caribe; Hanna mata 26 no Haiti
da Folha Online
A tempestade tropical Ike se fortaleceu, alcançando a categoria 1 de furacão, no oceano Atlântico, nesta quarta-feira, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês).
Com isso, o Ike se tornou o quinto furacão da temporada atlântica deste ano. A velocidade de seus ventos é de 129 km/h ele se localiza 1.080 km a nordeste das Ilhas Leeward, no Caribe. Mas ainda é muito cedo para dizer se o Ike representa uma ameaça.
Sua chegada em solo americano deve acontecer após a passagem da tempestade tropical Hanna, que matou ao menos 26 pessoas no Haiti e alagou a cidade de Gonaives, segundo dados divulgados por autoridades locais nesta quarta-feira.
| Reuters |
![]() |
| Homem pede carona durante enchente nos arredores de Gonaives |
Em Santo Domingo (República Dominicana), ao menos 7.500 pessoas tiveram que deixar suas casas, para fugir do fenômeno.
Boletim divulgado nesta quarta-feira pelo Centro Nacional de Furacões americano (NHC, em inglês) informou que a Hanna está aumentando de tamanho, mas não está ficando mais forte. Ela deverá chegar à costa leste dos Estados Unidos ainda nesta semana, como furacão.
Segundo os meteorologistas americanos, a tempestade Josephine, que se formou após o furacão Ike, está perdendo força.
EUA em alerta
O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos pediu aos americanos nesta quarta-feira para que se mantenham alerta frente à chegada das tempestades tropicais Hanna e Josephine, além do furacão Ike.
O organismo recomenda que os americanos estejam preparados, que reservem materiais de emergência e se mantenham atentos à evolução das tempestades e às indicações do departamento sobre o que precisa ser feito caso elas se tornem furacões.
O furacão "Gustav", que entrou pela costa do Golfo do México, causou inundações no Estado da Louisiana e blecautes que duraram horas e afetaram milhares de pessoas.
Entre as medidas de alerta para a população estão: ter provisões de água e comida para cada membro da família para pelo menos três dias, assim como rádio, pilhas e uma lanterna.
O diretor da Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema), David Paulison, afirmou hoje que, em antecipação aos eventos, "já têm equipamentos de emergência preparados em Atlanta, Flórida e Carolina do Norte".
Segundo ele, também foram deslocadas equipes ao Estado da Geórgia e da Carolina do Norte e do Sul para coordenar os preparativos de emergência. De acordo com a evolução das tempestades "veremos como agir", disse Paulison.
O Departamento de Estado também fez uma chamada para que os cidadãos americanos "considerem o risco" de viajar às Bahamas e a outras ilhas do Caribe, onde se encontram as tempestades.
O governo dos EUA prevê que 14 a 18 tempestades tropicais irão se formar durante toda a atual temporada --que começou em 1º de junho e dura seis meses. O número está acima da média histórica, que é de dez.
Haiti
"Não podemos fechar um balanço ainda, mas tenho a impressão de que há muitos mortos", disse à agência de notícias France Presse Youdeline Joseph, responsável pela Defesa Civil de Gonaives, a cidade mais afetada por Hanna. "O que alivia é que o nível de água começa a baixar em alguns bairros e que as pessoas tentam sair para buscar abrigo."
Outros dois fenômenos --o Gustav e a Fay-- deixaram 77 e 40 mortos no Haiti, recentemente. Quando passou pelo Haiti, Hanna era um furacão categoria 1.
Com France Presse, Associated Press e Reuters
Leia mais
- Tempestade tropical Hanna mata 26 no Haiti e ameaça EUA
- Fidel Castro diz que Gustav foi como bomba atômica para Cuba
- Bush viaja para contabilizar danos do Gustav; Hanna ameaça EUA
- Gustav vira depressão tropical após atingir Louisiana; sete morrem
- Gustav perde força e volta a ser tempestade tropical
Livraria da Folha
Especial

