Farc negam autoria de atentado que matou 7 na Colômbia
da Efe, em Bogotá
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) negaram nesta quarta-feira ter cometido em 14 de agosto um atentado com explosivos na cidade de Ituango, noroeste do país, que deixou sete mortos, e responsabilizaram "mãos criminosas do Estado" pelo ataque.
Um comunicado dos chamados blocos Ivan Ríos e Martín Caballero, da principal guerrilha colombiana, divulgado nesta quarta-feira, embora datado de 30 de agosto, faz as denúncias e destaca que o governo "implicou as Farc neste incidente para ocultar sua responsabilidade direta no crime".
O comunicado foi publicado pela Anncol (Agencia de Noticias Nueva Colombia), que costuma divulgar comunicados e entrevistas do grupo rebelde.
O atentado foi cometido quando, acontecia uma festa camponesa, em Ituango. Uma bomba explodiu em uma rua, em que centenas de pessoas participavam de um baile popular.
Distintas autoridades militares, policiais e civis acusaram rebeldes da frente 18 das Farc, que atua nessa região, de ter ativado a bomba.
Segundo a guerrilha, a ação terrorista foi cometida pelo Estado, porque "os habitantes de Ituango estão se transformando em uma maldição" para o desenvolvimento de um grande projeto hidrelétrico na região.
"A brutal repressão à população camponesa está ligada ao megaprojeto. A erradicação violenta dos cultivos denominados ilícitos é uma forma de repressão ligada ao projeto. Uribe não quer Ituango porque seus habitantes não se submeteram à exigência de trabalhar com o Exército", afirmou o comunicado.
Para as Farc, "essa foi a verdadeira causa da explosão contra a população desarmada" do local.
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