Mundo
04/09/2008 - 00h37

Não virei vice para agradar a mídia, diz republicana Palin

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da Folha Online

No discurso mais aguardado da terceira noite da Convenção Republicana, a candidata republicana à Vice-Presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, rebateu as notícias sobre sua vida pessoal que ocupam as manchetes da mídia americana. Sob fortes aplausos, ela afirmou que não assumiu o cargo para agradar "repórteres e comentaristas", mas sim para "servir ao povo deste grande país".

Palin, governadora do Alasca, discursou nesta quarta-feira à noite na Convenção Nacional Republicana em St Paul (Minnesota) para aceitar a candidatura à Vice-Presidência, anunciada pela campanha do presidenciável republicano, John McCain, na semana passada. "Aceito o desafio de uma dura batalha eleitoral", disse.

AP/Arquivo Pessoal
Sarah Palin, ainda como Sarah Heath, em Fireweed, no Alasca; clique para ver fotos de família da candidata a vice republicana
Sarah Palin, ainda como Sarah Heath, em Fireweed, no Alasca; clique para ver fotos de família da candidata a vice republicana

Ela respondia indiretamente a uma série de notícias recentes sobre sua vida pessoal, entre elas, a gravidez de sua filha Bristol, 17, que geraram dúvidas sobre sua experiência e o processo que se seguiu para que fosse escolhida como a candidata na chapa republicana.

No início de seu discurso, Palin apresentou sua família ao público como "uma uma família com os mesmos problemas de todas as outras", em outra referência indireta à polêmica gerada pela gravidez de sua filha.

Em relação às críticas, Palin, que antes de ser governadora foi prefeita de Wasilla, uma cidade com menos de sete mil habitantes, afirmou: "Aprendi nos últimos dias que se alguém não é membro da elite de Washington, alguns na imprensa consideram que o candidato não tem qualificações".

Sobre McCain, que anunciou na semana passada, para surpresa geral, a escolha da governadora, Palin afirmou que "na política, há certos candidatos que usam a mudança para promover suas carreiras". "E há outros, como John McCain, que usam suas carreiras para promover a mudança", acrescentou.

Democratas são alvo

"Suponho que ser prefeita de um lugar pequeno é um pouco como ser um ativista comunitário, exceto que se têm responsabilidades de verdade", afirmou Palin, em referência à experiência do democrata Barack Obama como líder de comunidades em Chicago.

Palin também afirmou que McCain é "um homem que enfrentou desafios sérios e sabe como vencer lutas duras", em seguida, acrescentou que "está pronta para o desafio de uma luta difícil".

A governadora republicana criticou ainda a posição dos democratas contra a Guerra no Iraque. Afirmou que Obama "quer desistir, justamente quando a vitória está finalmente à vista".

Brian Wallace/AP
** FILE PHOTO ** In this July 29, 2008 file photo, Gov. Sarah Palin speaks to reporters regarding the indictment of U.S. Sen Ted Stevens in her Capitol office in Juneau, Alaska. As the political community turned desperate for any clues about the potential running mate of Republican Presidential candidate, Sen. John McCain, R-Ariz., speculation moved toward several dark horse candidates including Alaska Gov. Sarah Palin, the so-called "hockey mom" credited with reforms of her tiny, out-of-the-way state. (AP Photo/Juneau Empire, Brian Wallace)
Governadora do Alasca, Sarah Palin, foi a escolha do republicano John McCain

"É fácil esquecer que este homem escreveu duas biografias, mas nenhuma grande lei ou reforma --nem mesmo no Senado", disse sobre Obama. A platéia respondeu com gritos de "Zero", enquanto alguns delegados faziam o formato de zeros com seus dedos.

"Esta ai um homem que pode fazer um discurso inteiro sobre as guerras que a América está lutando e nunca usar a palavra 'vitória', exceto quando ele está falando sobre sua própria campanha", acrescentou Palin.

"Qual exatamente é o plano de nosso adversário? O que ele realmente pretende fazer, depois de salvar o planeta? A resposta é tornar o governo maior e tirar mais do nosso dinheiro", afirmou.

Biografia

Sarah é governadora em seu primeiro mandato e uma figura muito popular no Alasca. Com 44 anos, ela faz um contraponto à idade de McCain, que completa 72 anos no último dia 29. Por ser uma figura feminina proeminente, Palin pode trazer também uma boa parcela das eleitoras da ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton.

Casada com Todd Palin, que trabalha na indústria do petróleo e é tricampeão de corrida de veículos de neve conhecida como Iron Dog. Eles têm cinco filhos: Track, Bristol, Willow, Piper e Trig, que nasceu em abril deste ano.

Ela é membro da Associação Nacional do Rifle e passa o tempo livre no Alasca pescando e caçando. Representa a ala mais conservadora do partido: é anti-aborto, se opõe ao casamento gay e é a favor da exploração das reservas petrolíferas americanas.

Desde que John McCain surpreendeu anunciando a quase desconhecida governadora do Alasca como sua companheira de chapa, Palin esteve no centro das atenções dos jornalistas com discussões sobre a acusação de uma demissão injusta, a gravidez de sua filha adolescente e a (in)experiência em seu histórico político.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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