Mundo
04/09/2008 - 10h25

Em viagem anti-Moscou, Cheney defende entrada da Geórgia na Otan

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da Folha Online

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, afirmou nesta quinta-feira em Tbilisi que o governo americano apóia firmemente os planos da Geórgia de fazer parte da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e que está comprometido com a reconstrução econômica do país após o conflito ocorrido no mês passado com a Rússia.

As declarações de Cheney foram feitas um dia depois de os EUA anunciarem uma ajuda de US$ 1 bilhão (R$ 1,65 bilhão) à Geórgia para impulsionar sua recuperação econômica. Cheney falou em uma entrevista conjunta com o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, após uma reunião de quase uma hora e meia.

Zurab Kurtsikidze/Efe
Vice-presidente dos EUA, Dick Cheney (à esq.), cumprimenta o presidente da Geórgia
Vice-presidente dos EUA, Dick Cheney (à esq.), cumprimenta o presidente da Geórgia

"Os americanos conhecem muito bem as dificuldades da Geórgia e estamos com o povo georgiano. Vamos continuar com nosso apoio", disse Cheney, que iniciou ontem um giro considerado anti-Moscou. A viagem por ex-repúblicas soviéticas inclui o Azerbaijão, Geórgia e Ucrânia.

O vice-presidente americano ressaltou o respaldo de Washington à integridade territorial da Geórgia, ao governo democraticamente eleito do país e afirmou que a conduta da Rússia "questiona a confiança em Moscou como parceiro internacional e não só no Cáucaso".

Cheney lembrou que o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou ontem a ajuda de US$ 1 bilhão às necessidades da Geórgia. "Chegou o momento de ajudar a Geórgia", disse o vice-presidente, após destacar que militares georgianos apoiaram as Forças Armadas americanas no Iraque.

Também ontem, o FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciou um princípio de acordo com o governo georgiano sobre um empréstimo de US$ 750 milhões (R$ 1,244 bilhão). A quantia, que será concedida em 18 meses, será destinada a fomentar as políticas econômicas da Geórgia e minimizar, assim, as conseqüências econômicas e financeiras do conflito. O crédito ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Executivo do FMI, o que deve acontecer em meados de setembro.

Otan

Sobre os planos da geórgia de fazer parte da Otan, Cheney disse que os EUA apóiam a decisão. "A Geórgia estará na nossa aliança", afirmou o vice-presidente.

"Não estamos sozinhos. Sentimos o grande respaldo dos Estados Unidos, Japão, China, e da União Européia", disse o presidente georgiano, que também falou em inglês.

O chefe de Estado georgiano denunciou que as regiões separatistas da Abkházia e a Ossétia do Sul --territórios que a Geórgia declarou ocupados pela Rússia-- foram palco de uma "limpeza étnica, cuja legalização não se pode permitir".

Além disso, Saakashvili pediu que a comunidade internacional rejeite as independências declaradas pelas duas regiões, reconhecidas só pela Rússia e pelo presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Conflito

Arte/Folha Online
mapa regiões geórgia

Geórgia e Rússia vivem sob forte tensão desde o início do mês, quando Tbilisi, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. O conflito se estendeu, então, para a Abkházia.

Rússia e Geórgia assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.

A Abkházia também declarou a independência unilateral no início dos anos 90 e já demonstrou vontade de se juntar ao território russo. Os auto-proclamados presidentes das duas regiões se reuniram com Medvedev em meio aos conflitos. A Rússia reconheceu a independência dos dois territórios, o que provocou críticas de líderes de vários países.

Com Efe e Associated Press

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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