Mundo
04/09/2008 - 12h18

Palin ataca Obama e rebate críticas; McCain irá discursar hoje

Publicidade

da Folha Online

Sarah Palin partiu para o ataque contra o candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, Barack Obama, e contra setores da imprensa americana que criticam a escolha dela como vice na chapa republicana ontem (3), em discurso na Convenção Nacional do partido. Nesta quinta, a atração da convenção --que chega ao último dia-- é o discurso de John McCain.

Mike Segar/Reuters
Palin e toda a família no palco na Convenção Nacional Republicana
Palin e toda a família no palco na Convenção Nacional Republicana

O primeiro dia da convenção republicana foi abafado pela passagem do furacão Gustav pelo país. Naquela ocasião, o partido decidiu transformar o primeiro dia do evento em uma reunião para pedir doações às vítimas. Somente no segundo dia houve um grande discurso --do atual presidente dos EUA, George W. Bush. Ele, porém, sequer mencionou o nome do candidato democrata à Presidência, Barack Obama.

Palin mencionou Obama e, de forma velada, rebateu as diversas críticas veiculadas por ele, por sua campanha e por setores da imprensa americana. Um dos principais pontos foi o de que ela é tão experiente quanto Obama para, eventualmente, subir à Presidência --McCain completou 72 anos e, se eleito, será o presidente americano mais idoso da história.

"Creio que o prefeito de uma cidade pequena seja uma espécie de 'organizador comunitário', se excetuarmos o fato de que ele tem responsabilidades reais", afirmou Palin, que foi prefeita de uma pequena cidade antes de assumir o governo do Alasca, há dois anos, em referência ao fato de Obama ter sido líder comunitário em Chicago.

Grande parte do discurso de Palin foi destinado à sua biografia. Ela apresentou toda a família, inclusive a filha Bristol, 17, que anunciou estar grávida de cinco meses. A gravidez ganhou as atenções da mídia por contrapor a orientação contrária ao sexo antes do casamento corrente na maioria do partido --e Palin é aclamada como ultraconservadora.

"Nossa família passa pelos mesmos altos e baixos que qualquer outra, pelos mesmos desafios e as mesmas alegrias."

McCain

Logo após o discurso de Palin, McCain fez uma aparição surpresa e elogiou a família dela. Para reforçar a segurança na escolha da companheira de chapa, McCain convocou todos os delegados presentes a aclamar a governadora. "Não acreditam que fiz a escolha correta para a próxima vice-presidente?"

Democratas

Em nota enviada à imprensa, os democratas comentaram o discurso de Palin. Enquanto ela afirmou ter lutado para estabelecer mudanças no Alasca, eles ressaltaram o apoio do partido ao impopular Bush. "Se a governadora Palin e John McCain querem definir 'mudança' como votar com George Bush em 90% das vezes, é sua opção, mas não pensamos que o povo americano esteja disposto a encarar 10% como mudança."

Hoje, a taxa de aprovação de Bush entre os americanos é de apenas 30%.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca