Mundo
04/09/2008 - 15h24

McCain é o centro das atenções após participar de cinco convenções

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colaboração para a Folha Online

Nesta quinta-feira, o senador republicano John McCain será a grande atração da quarta e última noite da Convenção Republicana. Ele subirá ao palco de Xcel Energy Center, em Saint Paul, para aceitar oficialmente a candidatura republicana em sua sexta e mais importante convenção.

A primeira vez que McCain subiu ao centro de uma convenção partidária foi em 1988, ainda como um senador novato pelo Arizona. Como aponta reportagem do jornal "The New York times", diante dos presentes, ele zombou o então presidenciável democrata, Michael S. Dukakis, por acreditar que o míssil "the Midgetman" (o anão) era "qualquer um mais baixo que ele".

Leia íntegra, em inglês

Mas naquele ano, McCain foi notícia não por seu discurso, mas por uma gafe que cometeu nos bastidores. Com espírito independente que hoje ele destaca como um de seus pontos fortes, ele questionou o candidato republicano à época Dan Quayle, dizendo que seria "um sério problema político" se ele efetivamente usou suas conexões familiares para fugir da convocação à Guerra do Vietnã.

Quatro anos depois, em 1992, McCain foi novamente ao palco da convenção republicana para defender a candidatura de George Bush. Um apoio mais efusivo do que ofereceu a George W. Bush, na convenção de 2000, quando perdeu a disputa pela nomeação.

Neste ano, ele teve, lembra o "NYT", um papel semelhante ao de Hillary Clinton no evento democrata, devia mostrar que as primárias não afetaram a união partidária e que apoiava firmemente a candidatura de Bush filho.

Passados outros quatro anos, em 2004, o discurso de McCain adotou um tom bélico na defesa da Guerra do Iraque, que completava um ano. Diante dos delegados e partidários, ele pediu pela "reeleição do presidente Bush e o homem experiente, de espírito público que serve como nosso vice-presidente, Dick Cheney."

Temas

E a participação de McCain nas últimas cinco convenções mostram não apenas um retrato da própria política republicana nos últimos 20 anos, mas da visão do senador por Arizona em muitos temas que devem aparecer em seu discurso na noite desta quinta-feira.

O tema "País em primeiro lugar", por exemplo, foi utilizado também em seu discurso de 1992. Em Houston, Texas, ele falou sobre como Bush pai foi baleado sobre o Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.

George Bush era um piloto "que deixou sua família e os prazeres da juventude para arriscar sua vida por amor ao país, que vinha antes de seu próprio bem-estar, antes de suas ambições pessoais, antes de sua própria vida", disse à época, como lembra o jornal.

Quatro anos depois, quando ele nomeou Bob Dole a presidente, parte de seu discurso lembra o que hoje é um de seus argumentos centrais contra o democrata Barack Obama. "Outros podem oferecer palavras bonitas e um espetáculo. Mas Bob Doyle oferece liderança, liderança evidente na história de um homem que arriscou sua vida por amor ao seu país e considera servir a América sua honra".

Com estes e outros temas --e muitas críticas a Barack Obama-- McCain subirá ao palco em St. Paul para marcar sua sexta convenção republicana, a primeira vez em que é a grande atração do evento.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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